Únicas meninas de 14 anos

14/jul/2019 - Explore a pasta '14 anos' de Starco's Bug no Pinterest. Veja mais ideias sobre 14 anos, Memes engraçados, Memes. 3/mai/2019 - Explore a pasta 'Titi' de Júlia Cotrim Leal Azevedo, seguida por 105 pessoas no Pinterest. Veja mais ideias sobre Debutantes, 14 anos, Moda meninas pré-adolescentes. As cuecas para todas as meninas dos 2 aos 14 anos. ... Proporcionando uma grande liberdade de movimentos, estas criações únicas tornar-se-ão rapidamente nas melhores companheiras das crianças. Os shorties para menina também estão na Vertbaudet. De uma elegância intemporal, as cuecas de menina da coleção Vertbaudet são fáceis de ... 22-nov-2018 - Figuras de 'Meninas' de varias marcas que podrás encontrar en nuestra tienda Artestilo (Madrid). Meninas de Sargadelos, Lladró, etc... Ver más ideas sobre Sargadelos, Figuras de, Figuritas. De fato, por mais de 100 anos, a Walker's foi reconhecida como um dos melhores internatos pré-universitários de meninas no país para mulheres jovens. Além disso, a Ethel Walker School dá as boas-vindas às meninas dos graus 6 através da 4 com alunos das séries 9 a 12 e alunos das séries 6 a 12. Rio de Janeiro. Minha amiga Tatu veio com a filha, Alice, de seis anos e a sobrinha Agatha de 19 anos. O objetivo era ficar um pouco de papo para o ar, visitar lugares legais para comer e beber, conhecer todas as praias e se desse, um pouco de piscina. Perfeito, né? Só que não. As meninas se conhecem desde sempre e ficam felizes quando podem ... 25/jan/2020 - Explore a pasta 'Luara Fonseca' de *ೃ He፝֟y Amo፝֟ras!☘📚 *ૢ, seguida por 677 pessoas no Pinterest. Veja mais ideias sobre Moda meninas pré-adolescentes, Garotas, Fotos de garotas tumblr. Meninas que deram a luz antes dos 15 anos têm cinco vezes mais chance de morrer durante o parto que mulheres mais velhas. Segundo dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos do Ministério da Saúde (Sinasc) em 2009, entre meninas grávidas de até 15 anos de idade, 38% fizeram sete consultas pré-natais ou mais. Vestuário de qualidade e original, pensado para as crianças. ... Menina 2/14 anos ... Quanto aos acabamentos, eles são especialmente cuidados. Para além disso, as suas criações únicas caracterizam-se pelo seu design fantasia e os cortes modernos. Com mangas curtas ou compridas, a blusa para menina usa-se elegantemente com uns calções ... O relatório de WSF encontrou que 60 por cento de meninos de oito anos e de meninas na escola primária fizeram níveis similares de actividade: pelo menos uma hora, 5 dias por semana.

Enfim, apenas uma história que me marcou

2020.08.13 05:22 Na4te Enfim, apenas uma história que me marcou

Bom, eu tô afim de ouvir a opinião das pessoas a respeito desse acontecimento marcante na minha vida.
Diga oque você acha e oque talvez eu deveria ter feito.
É bom avisar q falo a respeito de sentimentos aqui, ADOLESCÊNCIA sabe como é né.
E como eu tenho vergonha de falar isso ao meus mais próximos eu conto a vocês.
Eu sempre fui uma pessoa avessa a relacionamentos, achava q nunca ia namorar ou me casar, Mas uma única pessoa me fez desejar isso.
Aos 8 anos de idade conheci uma garota que tinha tudo pra ser uma simples menina, apenas alguém que eu realmente esqueceria no futuro. Era uma menina beeem tímida e falava baixo, o único contato que tive com ela nesse ano foi apenas de ler e um texto junto com ela e nada mais.
Aos 10 anos reencontrei com ela novamente, porém nada de interessante ocorreu então, vamos pular alguns anos.
Depois de ter mudado de cidade e retornar aos 14, entrei em uma escola que nem queria por causa do meu primo, mas acabei gostando e por lá fiquei. A mesma garota estava lá nessa escola, continuava circunspecta e misteriosa. De vez em quando eu e ela trocávamos algumas palavras, mas nada de demais não chegavam nem a ser uma conversa.
Porém mais pro final do ano eu comecei a reparar muito bem nela, observava a maneira dela der ser oque me causou uma curiosidade.
Eu reparava que as vezes ela ficava me olhando discretamente, mas acho q era pq ela se sentia desconfortavel pelo fato de eu estar observando as vezes.( nada doentio)
Mas havia algo q só pensei depois, por exemplo, reparei que quando as pessoas apresentavam um trabalho ela normalmente não ligava, e ficava distraída com alguma coisa, mas quando eu ia apresentar ela prestava a atenção em mim, SÓ em mim.
Um ano depois aos 15, pouco depois das férias de julho.(agora que a merda aconteceu) Eu a vi sentada sozinha e fui falar com ela, afinal, eu a conhecia há anos e nem fazia ideia de quem ela era, só sabia o nome apenas. Conversamos durante umas 2h seguidas, com um papo muito irado que com certeza iria durar mais se tivéssemos tempo. Foi aí que eu reparei que todo aquele tempo havia uma garota incrível ali perto e nunca tinha "notado".
Eu senti algo que nunca havia sentido antes (paixão), eu passei a adimira-la apenas quando eu realmente descobri quem era aquela garota dos cabelos escuros e silenciosa.
Para a minha decepção, um amigo meu me disse " Eu quero tentar algo com a xxxxxxx!", e oque eu fiz? Nada! Apenas disse " Tenta! Ela é interessante." Eu notava uma possível reciprocidade( não sei se foi coisa da minha cabeça ), ela puxava assunto comigo coisa q não era comum dela fazer com outras pessoas, tinha uma coisa q eu fazia q ela odiava, mas relevava. Por vezes esse meu amigo estava tentando conversar com ela, mas não seu por que ele não conseguia, ela simplesmente ignorava ele e começava a conversar comigo.
(Esse meu amigo não sabe disso até hj)
E por fim, para não acabar com o "esquema" dele, eu me afastei dela com pesar no coração, mas me afastei. Acho q ela percebeu a minha distância e também resolveu deixar isso quieto. Mas o problema é que eu ainda continuava gostando dela, pra caralho. Observei que as vezes esse meu amigo tentava se aproximar, mas ela sempre recuava coisa q comigo não acontecia.
Também coloco parte dessa culpa em mim, afinal, se eu tivesse dito a ele oque queria talvez isso não teria acontecido , e também sempre fui muito tímido e reservado oq fez eu não falar nada pra ela oque realmente sentia.
Na verdade, acho q a culpa é toda minha!
Enfim, no final esse meu amigo desistiu dela e foi "caçar" outra pessoa, mas aí já era tarde demais pra mim. Eu não queria sair como o fura olho nem nada do tipo.
Quando ele já não queria mais nada, acho q ela já não sentia algo por mim ( se é que já chegou a sentir). Daí pra frente foi só ladeira a baixo, descobri coisas que me magoaram MUITO, acho q não é legal entrar em detalhes. E aos meus 16 anos minha mente e meus sentimentos estavam fodidos, e foi aí que eu saí daquela escola por motivos de trabalho mesmo, se não eu teria ficado. Mas algo que me atormentou bastante é que pouco tempo depois q eu saí eu vi ela colocando relacionamento sério com um garoto no Facebook, até hj não sei se foi brincadeira dos dois ou se foi real, mas aquilo doeu MUITO.
Hoje já se passaram mais de 1 ano e 2 meses que nem sequer vejo ela(por sorte ou por azar), mas eu ainda gosto dela, me sinto um otário por isso pq a maioria das pessoas q eu conheço supera algo do tipo em 3 meses ou no máximo 5.
Se tiver se perguntando, é... ela já sabe oque eu sentia , um boca aberta falou. Ela soube em fevereiro, desde então nem mensagem eu mandei mais.
Eu não sinto raiva dela, muito menos desse meu amigo. O único q eu realmente tive raiva foi de mim mesmo.
(Eu não me apaixonei por ela com apenas uma conversa, foram várias.) É bom dizer esse detalhe
Enfim, se você leu até aqui, caso queria opinar ou me dar um conselho fique a vontade. ;)
submitted by Na4te to desabafos [link] [comments]


2020.08.11 02:28 Matilde_pinto22 O dia em que fui expulsa "por causa do Luba"

Oi luba e toda a gente que estiver com o Luba, Bem hoje eu vou contar a história de como eu fui expulsa de casa "por causa do Luba".
O meu nome é Alice e tenho 14 anos. Bem em um dia eu e o meu irmão mais novo fomos passar as férias na casa do meu pai, tudo correu normal a viagem correu bem e não tivemos nenhuma discussão pelo caminho(normalmente eu e o meu pai discutimos muito), eu não estava nem um pouco feliz em ir de férias com ele, porque o meu pai é aquele tipo de pessoa que parece que ainda vive nos tempos dos antigos, machista, racista, homofóbico... Bem eu uns 3 dias depois estava na sala a ver o Luba na Televisão, Foi quando o meu pai entrou e quando viu que o que eu estava a ver ficou furioso(ele sabe que o Luba é gay), ele começou a dizer que gente como ele ia arder no inferno e que nem deveriam existir, naquele momento não liguei e ignorei-o, mas em seguida ele disse "ai de mim ter um filho homssexual que nojo que eu teria". eu levantei e disse "pai podes por favor parar com as tuas merdas, pelo amor de Deus estamos em 2020, isso é uma coisa normal". No momento ele não entendeu porque fiquei tão chateada e perguntou o que eu queria dizer com aquilo, Eu disse-lhe que eu era Polissexual e que estava a namorar com um rapaz e uma menina. Ele bateu na minha cara e disse "estou muito desiludido contigo" e foi embora para o meu quarto, eu comecei a chorar muito e alguns minutos depois ele apareceu com a minha mala cheia de roupas e com algum dinheiro para eu pagar o bilhete de autocarro(ônibus) e com o meu irmão a chorar desesperado eu disse que depois das férias ele e eu estavamos juntos outra vez e que não precisava preocuoar-se comigo que eu estava bem. Quando eu comprei o bilhete para ir para casa eu liguei á minha mãe desesperada a pedir para me deixar ficar com ela e com o meu padrasto e expliquei-lhe o que tinha acontecido, cheguei a casa muito triste por o meu pai ter feito aquilo. Desde esse dia eu não falo com ele (já passaram 3 anos) mas a minha mãe, o meu padrasto e os meus irmãos sempre me apoiaram e orgulhavam-se muito de mim eu estava muito feliz e percebi que não precisava de um pai como ele para ser feliz, mas semana passada ele contactou-me, ele descobriu que eu ganhei uma competição de corridas de cavalos e ganhei 10.000 euros(deve ter falado com a minha prima que era a única com eu falava da família da parte paterna) e pediu desculpa. Eu disse"Desculpa António mas tu já não és o meu pai, tu deixas-te de o ser quando me expulsas-te da tua casa" Ele ficou muito revoltado e começou agritar comigo dizendo coisas como"eu sou teu pai divias partilhar o que tu ganhas comigo" Ou "se eu não receber pelo menos 6.000 euros podes cortar os laços familiares com a minha família".eu disse que já o tinha feito á muito e que ele nunca iria receber um tostão que seja meu. Também deixei bem claro "estou muito feliz agora sem ti, o Afonso(meu padrasto) é um pai incrível sabias muito melhor do que tu alguma vez foste, então por favor diz aos meus avós que os amo muito e se quiserem falar comigo que me liguem mas a ti eu não te devo nada" Eu continuo a falar com a minha prima e os meus avós mas os meus tios recusam falar comigo. Eu nunca mais falei com ele, mas também nunca estive tão feliz como estou agora.
submitted by Matilde_pinto22 to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.29 20:42 AlvagorH Meus pais acham que eu sou gay

(Postei primeiro no desabafos, mas resolvi postar aqui também)
O relato pode ser um pouco longo, mas talvez seja engraçado (ou não).
Pois bem... senta que lá vem história.
Eu sou homem (ah vá), e desde sempre fui muito "sossegado". Não costumo ir pra festas, não bebo, não fumo. Sou bem caseiro e não sou de falar muito. Fui beijar uma menina pela primeira vez (e única desde então), aos 16, quase 17 (vou completar 21 muito em breve). Meus pais ficaram sabendo logo de cara, pois eu virei notícia na escola. O nerdão quieto e ranzinza da sala "pegando" a novinha da outra sala (ela era de um ano anterior ao que eu estava). Uma prima fofoqueira estudava na mesma sala que eu, então a notícia chegou em casa antes de mim.
Até então, eu nunca tinha notado nada de estranho nos meus pais. Eu notava alguns comentários homofóbicos deles as vezes, quando aparecia alguma notícia na televisão. "Ator famoso se declara gay", aí minha mãe "Nossa, que dó. Um homem tão bonito desses ser gay". Ou, no caso do meu pai "Eu tinha um professor que era bicha, mas era muito competente ensinando". Nessa época eu não ligava muito, pois até meados dos meus 14 anos (quando entrei no ensino médio em outra escola e em outra cidade), eu só conhecia duas pessoas que eram homossexuais e assumiam, e eu não gostava deles.
Eram dois caras muito barraqueiros e barulhentos, que zoam todo mundo. Basicamente, é o tipo de comportamento que eu sempre preferi evitar. Eu sou bastante tímido, então ter amigos próximos que chamem a atenção sempre foi bastante negativo pra mim. Logo, durante um bom tempo eu fiz a associação idiota "gays = chatos e barulhentos" e passei a evitar eles. Isso mudou bastante quando eu mudei de escola, onde as pessoas tinham valores bastante diferentes do qual eu estava acostumado. Foi um processo longo, mas o preconceito que eu tinha foi diminuindo aos poucos. Mais ou menos nessa época do ensino médio, eu comecei a me incomodar com os comentários dos meus pais, mas sempre ficava na minha para não causar confusão.
Voltando ao dia que eu perdi o BV. Bom, eu era um adolescente com muita testosterona sobrando e beijei uma menina e pude apalpar uma bunda diferente da minha sem tomar um tapão na cara. Até então, tava tudo indo muito bem. Eu era bastante amigo dessa pessoa antes de ficarmos, então eu já gostava bastante dela e me iludi muito com o rumo das coisas. Pensei que daria certo, que começaríamos a namorar e tal. Até sobre o nome de cachorros a gente falava hahahah.
Mas, a guria tinha outros planos, tava apenas curtindo o momento e logo passou pra outra. Durou um mês e meio ou dois. Então, após um ""chifre"" colossal, já que ela ficou com o ex e passou o rodo na escola ao mesmo tempo em que ficava comigo, a gente parou de se falar. De um jeito imaturo, talvez, pois eu juntei todas as minhas frustrações e joguei na cabeça dela, sendo que ela já havia deixado claro que a gente não tinha nada sério e eu continuava insistindo.
É claro que, graças a minha querida prima fofoqueira, meus pais souberam que eu e a fulaninha não estávamos mais nos falando, e mesmo assim perguntavam sobre ela em toda oportunidade que tinham. Nisso, eu ouvi alguns comentários estranhos da minha mãe, ela dizia que na escola onde eu estava tinham muitas pessoas que namoravam gente do mesmo sexo e eu tinha que tomar cuidado. Eu estranhei, mas como sou lerdo, não entendi na hora, e resolvi conversar sobre isso com um amigo.
Quando eu percebi que as coisas não estavam indo bem (ainda durante aquele mês e meio), eu usava bastante as redes sociais e conheci um cara que aguentou meus desabafos por bastante tempo, sempre me dando conselhos (e umas broncas haha). Eu comentei sobre a fala da minha mãe com ele e ele respondeu "Menino, a sua mãe acha que você é gay". Eu comecei a rir horrores naquela hora, mas também fiquei bastante inconformado. Eu me perguntava "Por que?". Não que isso me afetasse, eu sempre achei graça e vez ou outra eu conto esse fato pra algum amigo. Sempre ficou a incógnita sobre o porque que os meus pais pensavam isso, e ela ainda existe porque recentemente um cara demorou para acreditar que eu não sou gay, e eu e uma amiga rimos muito dessa situação.
Esse amigo que aguentava meus desabafos é gay. É o primeiro amigo homossexual que eu tive e a primeira pessoa sobre quem eu conversei abertamente sobre sexualidade. Ele é bastante interessado por ciência e psicologia, assim como eu, e me ensinou não só o lado social (a experiência dele sendo gay, descobrindo que gostava de homens e toda a confusão que isso gerou na sua infância/adolescência), como o lado científico da coisa, Escala de Kinsey, Freud e afins. Nessas conversas, eu tive a certeza de que sou hétero, mas acabo não me comportando como é esperado de um.
Tenho muitos primos na casa dos 20, quase todos namorando e alguns morando junto e quase casando com alguém. Vão pra festas, bebem, fumam, dão dor de cabeça pra família. As vezes um namoro termina e sempre aparece um agregado novo depois de um tempo, em média eu tenho um "primo" ou "prima" nova por um ano e meio, no máximo dois. Aí, passa alguns meses e o ciclo se repete.
E eu aqui, o primo solteiro que estuda e não traz menina nenhuma pra casa (salvo em raras ocasiões quando a minha melhor amiga aparece aqui) nem nas reuniões de família. O primo estranho que compartilha muitos posts pró-feminismo e contra homofobia. Cansei de ouvir perguntas sobre namoradas vindo de tios e até da minha avó materna.
Acho que algumas pessoas até pensam que eu escondo alguma coisa dos meus pais. Uma vez eu fui em um churrasco na casa de um amigo e a mãe dele me pediu ajuda para fazer uma mistureba alcoólica qualquer, eu disse que não sabia como fazer e ela não acreditou. Meu amigo precisou ser "testemunha" de que eu não bebo nada e que estava lá só pelo churrasco mesmo hahahaha
E aqui, temos duas cerejas nesse bolo.
A primeira é que o meu melhor amigo, o qual eu conheço desde a segunda série, há pelo menos 14 anos, começou a trabalhar na mesma empresa que a minha mãe. Ele é uma pessoa que eu costumo passar bastante tempo junto, já que nós fazemos trilhas de bike (ou fazíamos, antes da pandemia começar). Como a minha cidade tem grandes áreas verdes, essas trilhas demoram porque a gente sempre tenta explorar um caminho novo. Enfim, durante o trabalho dele, por algum motivo surgiu o boato de que ele é gay. Eu não sei nada sobre isso, ele próprio nunca me disse nada, e nós conversamos sobre muita coisa. Mas a minha mãe veio correndo me contar quando esse boato surgiu. Ela deve ter "adorado" somar 1+1 nessa ocasião.
A outra é meu pai. Tão preocupado em fazer comentários e cuidar da sexualidade dos outros, adorador do capitão cloroquina, e outro dia eu precisei fazer algo no celular dele e percebi que tinha uma aba aberta naquele site com X, e na barra de pesquisas estava escrito, adivinhem? "Bicha" hahahahahaha
Bom, como eu disse, não me incomoda o fato de acharem que eu sou gay. Não faz diferença nenhuma pra mim, na verdade, eu faço piada com isso e boa. O que me afeta nessa história é que eu tenho agora muitos amigos que são "Do Vale" e eu sinto que nunca vou poder convidar eles para me visitar aqui em casa. Tenho medo que ouçam alguma merda aqui.
Enfim, é isso. A quarentena está me fazendo sentir a necessidade de desabafar sobre alguns assuntos e esse foi um deles. Obrigado por ler até o final.
submitted by AlvagorH to sexualidade [link] [comments]


2020.07.29 20:24 AlvagorH Meus pais acham que eu sou gay

O relato pode ser um pouco longo, mas talvez seja engraçado (ou não).
Pois bem... senta que lá vem história.
Eu sou homem (ah vá), e desde sempre fui muito "sossegado". Não costumo ir pra festas, não bebo, não fumo. Sou bem caseiro e não sou de falar muito. Fui beijar uma menina pela primeira vez (e única desde então), aos 16, quase 17 (vou completar 21 muito em breve). Meus pais ficaram sabendo logo de cara, pois eu virei notícia na escola. O nerdão quieto e ranzinza da sala "pegando" a novinha da outra sala (ela era de um ano anterior ao que eu estava). Uma prima fofoqueira estudava na mesma sala que eu, então a notícia chegou em casa antes de mim.
Até então, eu nunca tinha notado nada de estranho nos meus pais. Eu notava alguns comentários homofóbicos deles as vezes, quando aparecia alguma notícia na televisão. "Ator famoso se declara gay", aí minha mãe "Nossa, que dó. Um homem tão bonito desses ser gay". Ou, no caso do meu pai "Eu tinha um professor que era bicha, mas era muito competente ensinando". Nessa época eu não ligava muito, pois até meados dos meus 14 anos (quando entrei no ensino médio em outra escola e em outra cidade), eu só conhecia duas pessoas que eram homossexuais e assumiam, e eu não gostava deles.
Eram dois caras muito barraqueiros e barulhentos, que zoam todo mundo. Basicamente, é o tipo de comportamento que eu sempre preferi evitar. Eu sou bastante tímido, então ter amigos próximos que chamem a atenção sempre foi bastante negativo pra mim. Logo, durante um bom tempo eu fiz a associação idiota "gays = chatos e barulhentos" e passei a evitar eles. Isso mudou bastante quando eu mudei de escola, onde as pessoas tinham valores bastante diferentes do qual eu estava acostumado. Foi um processo longo, mas o preconceito que eu tinha foi diminuindo aos poucos. Mais ou menos nessa época do ensino médio, eu comecei a me incomodar com os comentários dos meus pais, mas sempre ficava na minha para não causar confusão.
Voltando ao dia que eu perdi o BV. Bom, eu era um adolescente com muita testosterona sobrando e beijei uma menina e pude apalpar uma bunda diferente da minha sem tomar um tapão na cara. Até então, tava tudo indo muito bem. Eu era bastante amigo dessa pessoa antes de ficarmos, então eu já gostava bastante dela e me iludi muito com o rumo das coisas. Pensei que daria certo, que começaríamos a namorar e tal. Até sobre o nome de cachorros a gente falava hahahah.
Mas, a guria tinha outros planos, tava apenas curtindo o momento e logo passou pra outra. Durou um mês e meio ou dois. Então, após um ""chifre"" colossal, já que ela ficou com o ex e passou o rodo na escola ao mesmo tempo em que ficava comigo, a gente parou de se falar. De um jeito imaturo, talvez, pois eu juntei todas as minhas frustrações e joguei na cabeça dela, sendo que ela já havia deixado claro que a gente não tinha nada sério e eu continuava insistindo.
É claro que, graças a minha querida prima fofoqueira, meus pais souberam que eu e a fulaninha não estávamos mais nos falando, e mesmo assim perguntavam sobre ela em toda oportunidade que tinham. Nisso, eu ouvi alguns comentários estranhos da minha mãe, ela dizia que na escola onde eu estava tinham muitas pessoas que namoravam gente do mesmo sexo e eu tinha que tomar cuidado. Eu estranhei, mas como sou lerdo, não entendi na hora, e resolvi conversar sobre isso com um amigo.

Quando eu percebi que as coisas não estavam indo bem (ainda durante aquele mês e meio), eu usava bastante as redes sociais e conheci um cara que aguentou meus desabafos por bastante tempo, sempre me dando conselhos (e umas broncas haha). Eu comentei sobre a fala da minha mãe com ele e ele respondeu "Menino, a sua mãe acha que você é gay". Eu comecei a rir horrores naquela hora, mas também fiquei bastante inconformado. Eu me perguntava "Por que?". Não que isso me afetasse, eu sempre achei graça e vez ou outra eu conto esse fato pra algum amigo. Sempre ficou a incógnita sobre o porque que os meus pais pensavam isso, e ela ainda existe porque recentemente um cara demorou para acreditar que eu não sou gay, e eu e uma amiga rimos muito dessa situação.
Esse amigo que aguentava meus desabafos é gay. É o primeiro amigo homossexual que eu tive e a primeira pessoa sobre quem eu conversei abertamente sobre sexualidade. Ele é bastante interessado por ciência e psicologia, assim como eu, e me ensinou não só o lado social (a experiência dele sendo gay, descobrindo que gostava de homens e toda a confusão que isso gerou na sua infância/adolescência), como o lado científico da coisa, Escala de Kinsey, Freud e afins. Nessas conversas, eu tive a certeza de que sou hétero, mas acabo não me comportando como é esperado de um.
Tenho muitos primos na casa dos 20, quase todos namorando e alguns morando junto e quase casando com alguém. Vão pra festas, bebem, fumam, dão dor de cabeça pra família. As vezes um namoro termina e sempre aparece um agregado novo depois de um tempo, em média eu tenho um "primo" ou "prima" nova por um ano e meio, no máximo dois. Aí, passa alguns meses e o ciclo se repete.
E eu aqui, o primo solteiro que estuda e não traz menina nenhuma pra casa (salvo em raras ocasiões quando a minha melhor amiga aparece aqui) nem nas reuniões de família. O primo estranho que compartilha muitos posts pró-feminismo e contra homofobia. Cansei de ouvir perguntas sobre namoradas vindo de tios e até da minha avó materna.
Acho que algumas pessoas até pensam que eu escondo alguma coisa dos meus pais. Uma vez eu fui em um churrasco na casa de um amigo e a mãe dele me pediu ajuda para fazer uma mistureba alcoólica qualquer, eu disse que não sabia como fazer e ela não acreditou. Meu amigo precisou ser "testemunha" de que eu não bebo nada e que estava lá só pelo churrasco mesmo hahahaha
E aqui, temos duas cerejas nesse bolo.

A primeira é que o meu melhor amigo, o qual eu conheço desde a segunda série, há pelo menos 14 anos, começou a trabalhar na mesma empresa que a minha mãe. Ele é uma pessoa que eu costumo passar bastante tempo junto, já que nós fazemos trilhas de bike (ou fazíamos, antes da pandemia começar). Como a minha cidade tem grandes áreas verdes, essas trilhas demoram porque a gente sempre tenta explorar um caminho novo. Enfim, durante o trabalho dele, por algum motivo surgiu o boato de que ele é gay. Eu não sei nada sobre isso, ele próprio nunca me disse nada, e nós conversamos sobre muita coisa. Mas a minha mãe veio correndo me contar quando esse boato surgiu. Ela deve ter "adorado" somar 1+1 nessa ocasião.

A outra é meu pai. Tão preocupado em fazer comentários e cuidar da sexualidade dos outros, adorador do capitão cloroquina, e outro dia eu precisei fazer algo no celular dele e percebi que tinha uma aba aberta naquele site com X, e na barra de pesquisas estava escrito, adivinhem? "Bicha" hahahahahaha

Bom, como eu disse, não me incomoda o fato de acharem que eu sou gay. Não faz diferença nenhuma pra mim, na verdade, eu faço piada com isso e boa. O que me afeta nessa história é que eu tenho agora muitos amigos que são "Do Vale" e eu sinto que nunca vou poder convidar eles para me visitar aqui em casa. Tenho medo que ouçam alguma merda aqui.
Enfim, é isso. A quarentena está me fazendo sentir a necessidade de desabafar sobre alguns assuntos e esse foi um deles. Obrigado por ler até o final.
submitted by AlvagorH to desabafos [link] [comments]


2020.07.29 03:23 sofiaturmenica Os aniversários MORTAIS (Tam TAN TAN)

Oi Luba (que sei que nunca vai ver isso e até meio um alívio) Oi gatas oi possível convidado (que nunca tem ) oi editor (amo demais vcs )oi espíritos de papelão que o luba massacrou cruelmente e oi TURMA
Bem essa vai ser a história do meu aniversário de doze anos em que eu quase morri (e vai ter uns aniversário bônus que eu tbm quase morri)
Bem o tema do meu aniversário de doze era fazendinha agente passou o dia fazendo doces (e eu comendo a maioria pq podia) tudo legal
Bem no outro dia a gente arrumou tudo já tava tudo certo aqui em casa (minha casa tem um quintal grande) agente já tava com as mesas comidas e decoração tudo pronto
E o brinquedo inflável também já tava pronto era um Da queles brinquedos de Jacaré que vc entra na boca dele bem alto e para ficar melhor a gente pegou e jogou BASTANTE água nele com sabão
Um tempo depois meus amigos chegaram a gente ficou conversando até que uma menina que eu ODIAVA chegou (vou chama-la de mamão pq eu odeio mamão) bem muitas das minhas amigas também não gostavam delas mais tive que chamar ela por educação
Tá até ai ok agente ficou brincando tudo e tal até que uma hora eu percebi que o jacaré tava meio lotado tinha dez pessoas e só cabia cinco ( e olha que tinha um cara para monitora mais ele não fez porra nenhuma )
Bem a gente ficou brincando e eu tava atrás de uma amiga(que vou chamar de picolé) agente ia desce e ela me pede para eu não a empurra (já que todo mundo tava empurrando todo mundo ) eu prometi que não ia a empurra
Obs: tinha 10 meninas no brinquedo e só tinha uma embaixo dele
Só que quando minha amiga foi pular a mamão empurrou minha amiga (elas tavam brigando) e essa minha amiga caiu em cima de outra que fez um efeito domino oque fez todas as meninas irem só para um lado do brinquedo o derrubando para o lado enquanto a picolé pulava e eu tava lá a última eu a picolé eramos as últimas do lado que o brinquedo virou e naquele momento sem brincadeira eu vi a vida passando diante meus olhos (que não foi muita coisa) a mamão por não ter desequilibrado com as outras Consegui fugir enquanto todo o resto das garotas caiam em cima de mim e para "melhorar* a menina que tava bem em cima de mim tava com a blusa vermelha então minha última visão antes de desmaiar foi ver tudo vermelho
Depois de um tempo eu acordei o brinquedo tava caído não tinha ninguém por perto só a picolé que tava desmaiada na minha frente nessa hora eu me desespero e levanto com tudo para tentar ajudá-la quando tava perto dela acabo desmaiando de novo
Acordo dessa vez no meu sofá com a mãe da minha amiga (que eu considero como tia) repetindo respira e não pira e minha mãe ligando para a ambulância e meu pai só olhando toda a situação acabo desmaiando de novo
Dessa vez acordo no hospital com minha mãe do meu lado e pergunto oque aconteceu e ela me responde que quando eu caí com as meninas em cima de mim eu bati a cabeça num negócio de metal e eu teria que fazer 15 pontos
Bem resumindo :a mamão que fez tudo isso acontecer foi a única que Conseguiu sairá antes do brinquedo cair 7 meninas que tavam em cima do brincando saíram ilesa a picolé que tava pulando bem na hora que o brinquedo caiu desmaio mais ficou bem e a menina que tava lá em baixo do brinquedo acabou se afogando com a água e sabão e eu quase morri no meu aniversário
Bônus : no meu aniversário de dez anos meu chuveiro pegou fogo enquanto eu tomava banho no meu aniversário de 13 anos eu caí de um prédio de uma aura meio baixa e quebrei a perna e o braço no meu anjo de 14 anos eu explodi meu bolo de chocolate (não me pergunte como e um mistério eu sou um desastre na cozinha) ah e no meu aniversário de 15 eu me afoguei no mar e quase morri
Eh essa e a desgraça do meu aniversário espero que tenham gostado
submitted by sofiaturmenica to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.16 22:01 vivihelriguel MEU PRIMEIRO CORAÇÃO PARTIDO E O DESASTRE DEPOIS DISSO

Essa históra será muuuito longa e é mais um desabafo, entendo q após ler vc pode me achar um ser humano horrível e eu entendo, mas me arrependi muito das minhas ações se serve de alguma coisa.
Olá Luba, editores, papelões sobreviventes, gatas e turma q está a lever.
Bem minha história aconteceu ano passado (ahh saudades de 2019) eu tinha 14 anos quando tudo começou. Por uns 3 anos eu tinha uma queda pelo meu melhor amigo q é gay e tipo eu sabia disso mas continuava a gostar dele, mas em Agosto eu decidi superar esse meu amigo.E é ai q a merda começa, eu comecei a "olhar" de uma forma diferente para um outro amigo meu (vamos chamar ele de Varls) ele sempre se abria comigo e eu lembro q em um dia o Varls me contou de um dia q ele pegou uma amiga dele no cinema (e eu fiquei puta de ciúmes , do nada) foi ai q eu percebi q gostava dele muito além q um amigo , e é claro q eu comecei a ficar meio boba perto dele e tava na CARA q eu gostava dele. Passou 1 semana e eu disse pra mim mesma q "não" gostava mais dele (na real acho q só guardei esses sentimentos).Em um dia a minha sala fez tipo uma excursão pra outra escola (estávamos no 9° ano e não tinha ensino médio na escola ai nos levaram nessa escola pra ver como era) dividiram a nossa sala em 2 grupos o 1° grupo ninguém liga era todos um bando de chatos metidos, já o 2° grupo era formado por eu, meus amigos (incluindo meu amigo gay) e o varls. Eu e meu amigo gay sempre fomos bem próximos (ele sempre foi perfeito acho q por isso tive uma queda por ele) eu sempre segurava a mão dele SEMPRE e só a mão dele (era o único menino q eu andava de mão dadas), até q em um momento o Varls simplesmente segurou na minha mão (eu sei é algo normal, MAS PRA MIM NÃO) e eu deixei é claro, ai o meus sentimentos voltaram pra me fuder.No dia seguinte dessa excursão eu toda trouxa iludida q sou fui perguntar pro Varls qual menina q ele tava gostando e ai ele toodo tímido falando tipo "ain nun sei, vc conhece ela muito bem" até q ele falou q era eu. E ai vc vai começar a ver as minha atitudes questionáveis, quando ele falou isso eu entrei em pânico total parece q na minha cabeça começou a soar uma sirene dizendo "ALERTA VERMELHO, ALERTA VERMELHO" o engraçado foi minha melhor amiga Mariana (vou expor ela sim, guardem esse nome ela é uma peça importante nessa história) já toda feliz dos dois amigos dela namorando e tals (coitada outra iludida igual eu kakakaka).Depois q ele se declarou pra mim (detalhe, ele já sabia q eu gostava dele) eu fui uma completa idiota, escrota e babaca com ele; comecei a evita-lo a TODO custo, não dei satisfação nem nada só comecei a ignora-lo (me arrependo muito dessa atitude imatura minha), mas era oq eu sabia fazer de melhor fugir ou tentar fugir dos meu problemas. Bom depois de um tempo sendo MUITO fria com ele a gente voltou a conversar normalmente como éramos antes, conversamos muito principalmente pelo discord.Acho q se passou alguns meses, acho q a gente ja tava em outubro só não lembro se isso aconteceu antes ou depois do meu aniversário a gente tava conversando eu, Varls, dona Mariana e um outro amigo (ele é irrelevante) o Varls fala: "eu sei q vc ainda gosta de mim Vitória" eu eu fiquei tipo ??????? ai a Mariana (te amooo) falou: "e vc Varls ainda gosta dela?" e ele disse q TALVEZ, ai o sentimentos q estavam se normalizando em mim voltaram com força total (novamente pra me fuder). Depois virou meio q um vai e vem sem nenhum dos dois se assumindo ou tentando algo, eu por ser insegura e não estar me sentindo preparada e ele pq sei lá; nossos amigos (a gente tem o mesmo círculo de amizade) seeeempre me falavam pra eu dar uns pegas nele só q por mais q eu queria não me sentia pronta e nem segura sobre ele (como eu havia dito antes ele se abria comigo e naquele ano ele me falou q teve uma queda por umas 3 meninas da minha sala antes de mim, e eu fui a única q correspondia ele) não sei oq ele sentia por mim e eu não iria dar um salto de fé (nem fudendo). Por impaciência dos meus amigos eles meios q nos "forçaram" a algo o Varls por livre e expontânea pressão dos nossos amigos ele decidiu me pedir em namoro, levou anel e tudo, e ele se ajoelhou e pediu e eu aceitei pq tipo tava todo mundo em volta e fiquei com vergonha de dizer não, passou uns 4 minutos q ele me pediu e eu fui e chamei ele pra um cantinho e devolvi o anel, expliquei pra ele q aquela não era a hora pra mim ainda era muito imatura, mas ele não aceitou o anel e disse pra eu ficar com ele (o anel era mó bunito) OBS: perdi o anel depois hihihihihhi. A nossa amizade aparentemente continuou a mesma e eu fiquei bem feliz com isso (por mais q a gente não fosse namorar ainda estimava a amizade dele); corta pra dezembro último dia de aula, eu toda bobinha com ele esperando ele chegar na nossa festinha, esse último dia foi terrível eu e meus amigos não iriamos estudar mais juntos (estudamos por 4 anos juntos), foi uma choradeira e quando eu fui abraçar o Varls (detalhe: eu pedi pra ele ir pra mesma escola q eu ia,mas ele foi pra uma mó cara (burguês safado)) ai eu perguntei chorando litros: "a gente ainda vai se ver?" e ele disse na forma mais fria "não sei" (não escorreu uma lágrima). Esse momento é irrelevante pra história mas quero compartilhar: quando eu fui embora dei um beijo na bochecha dele e disse "adoro seu cheiro" (aliás o perfume dele era a perfeição, mas sinto uma vergonha de ter dito isso ). Corta para o começo do ano de 2020, comigo ainda sentindo algo pelo Varls e pedi para Mariana (minha fadinha linda perfeita) mandar meu novo número de celular para ele, pra ver no que ia dar, eu e Varls conversamos mas sei lá a gente não dava certo como antes, mandava mensagem no celular da Mariana fingindo ser ela (totalmente autorizado pela própria), ate q ela decidiu perguntar se ele ainda gostava de mim e eu iludida esperançosa com a resposta (sou um pouco bipolar e contraditória eu sei) bom a resposta não foi oq eu esperei, na verdade ele disse q não sabia bem ao certo e que queria só seguir em frente, essa resposta me quebrou e eu decidi fazer o mesmo né (eu já tava imaginando a nossa vida juntos, misericórdia sou muito trouxa) mas mesmo assim ele conversava e me ligava pelo discord BASTANTE, ate q um dia (eu ja estava "bem" em relação a ele) a gente começa a conversar pelo Whatsapp e ele me manda uma foto de açai (eu amo açai) e falo "se eu sonhar com açai essa noite é culpa sua" e ele me responde com "se eu sonhar com vc é culpa sua" E FIQUEI DOIDA, pouco tempo depois ele saiu da conversa (passei a noite quase toda pensando nessa maldita frase) no dia seguinte questionei ele e o Varls simplesmente disse q era uma brincadeira, isso me quebrou, depois foi eu lá mandar mensagem dizendo q ainda gostava dele e ele disse "ata" só isso, chorei horrores. O incrível q ele é super frio, e grosso comigo a Mariana tbm concorda comigo q ele é super frio, isso me deixa triste pq eu ainda gosto dele e ver q ele superou tão rápido e eu to aqui na fossa é uma merda, além disso a nossa amizade não é a mesma não temos a mesma intimidade e dinâmica de antes, e acho q não o conheço mais, em algumas vezes ele ainda é legal comigo em outras é frio, quando eu não converso com ele ta ok mas quando a gente conversa tudo começa a voltar EU TO PIRANDO DE LEVE.
Eu tenho a teoria de q ele é frio comigo como vingança pelo q fiz antes a ele mas ele tbm é frio com a Mariana, aliás eu pedi desculpas pelo q fiz antes e ele meio q me desculpou.
tá ai meu desabafo, relevem qualquer erro ou algo do tipo
submitted by vivihelriguel to TurmaFeira [link] [comments]


2020.06.26 21:00 Nerd_Miojinho A Irmã de Consideração

Olá Luba, editores, gatineas, possível convidado e turma/Chat que está a ver.
Bom Luba no fim de 2018 eu estava gostando de um menino (Carls) e ele dizia gostar de mim também, como estávamos de férias torcíamos para o início das aulas. Na primeira semana ele estava sendo completamente fofo comigo, me abraçava, beijava minha testa, me mandava mensagem de bom dia e boa noite, tínhamos caído na mesma sala pelo 3° ano seguido junto com meus amigos e os amigos dele, também tinha uma menina nova (vamos chama-la de Pucca pq depois esse virou o nosso apelido pra ela -pq vc tem som de T-). A Pucca era army e éramos as únicas da sala então acabamos virando bem amigas, ele era e a (Farls) eram minhas duas únicas amigas. Com o passar dos meses eu senti que o Carls estava se aproximando da Pucca eu já estava começando a ter ciúmes, bom eu tinha razão em abril de 2019 eles começaram a namorar a Pucca que tinha total ciencia do que eu sentia por ele a Farls me ajudou bastante e mesmo assim não desisti do menino. Algumas semanas depois eles terminaram e eu parei de falar com a Pucca, Carls ficou bem triste e eu o consolava, um dia jogando ele encontrou uma menina que começou a conversar, ele se apaixonou e começaram a wabnamorar, eles tinham várias brigas e eu sempre o ajudava mesmo ele falando que eu era sempre a causa das brigas -Ele não podia me abraçar que ela surtava- eu continuei sempre ali… Esperando por ele. Eu estava tendo ensaio por causa do aniversário de 15 anos da Farls e lá eu conheci um menino muito mais velho e ele era muito legal comigo, Farls queria que a gente ficasse mesmo meus pais sendo contra, tipo ele tinha 23 e eu 14 meu pai pediu pra eu parar de ir aos ensaios o meu aniversário de 15 chegou e eu tirei várias fotos com o Carlls e com Farlls foi muito legal. Chegou setembro e o dia do aniversário do Carlls, ele estava muito triste pq tinha terminado definitivamente com a menina do jogo e pq seus pais não estavam ligando pro seu aniversário. Luba eu tinha 25 Reais, eu comprei material pra fazer bolo, balão, bala, fiz a vela dele e um presente (sim eu fiz, faço artesanato) O melhor amigo dele que torcia pra gente ficar junto me ajudou levando refri e descartáveis, fizemos uma festa surpresa pra ele na escola, e bom o presente era simples, porém, de coração, era uma caixinha escrito “10 motivos pra te amar” e eu estava me declarando pra ele -mandei ele só abrir em casa-. Carlls me agradeceu e foi falar com os amigos, ele não me deu atenção nenhuma na festa, porém, eu estava feliz de velo feliz. A Farlls ficou do lado dele o tempo todo, e eles sempre se tratavam como irmãos. Chegaram as férias de novo, e eu fiquei triste pq não o veria todo dia, porém, ele prometeu que me visitaria. Ele cumpriu sua palavra e sempre vinha na minha casa, a gente ia à praça e ficava conversando até que um dia a gente entrou no assunto de eu gostar dele, a gente estava voltando pra minha casa e ele me beijou -algo que já tinha acontecido, porém, nunca do jeito que aconteceu- ele disse: “Eu estou gostando de você de novo, e sla você é incrível” e me beijou Quando chegamos no meu portão ele do nada falou “Ei eu vou tomar coragem, da próxima vez que vier aqui quero pedir você em namoro e falar com seu pai” ele me beijou de novo e esperou eu entrar. Luba duas semanas depois ele postou que estava no shopping com a namorada quando olhei os status de um outro amigo lá estavam ele e a Farlls de mãos dadas depois disso nunca mais falei com ninguém e eles acham que eu sou a babaca
submitted by Nerd_Miojinho to TurmaFeira [link] [comments]


2020.06.16 21:11 httpgeh o dia em que quase matei meu irmão

Olá Luba, editores, gatas, possível convidado e turma que está a ver.( sou gaúcha se quiser fazer o sotaque) SIM é exatamente isso que vc leu, eu quase matei meu irmão mais novo, sou a 3 filha de 4 (sou a única menina, don't cry) estavamos nós na sala de casa quando minha mãe chega e pergunta se queremos ir ao supermercado com ela, dissemos que sim (meu pai estava trabalhando) e lá fomos nós, mal sabia eu oq estava prestes a acontecer. Chegamos lindões lá e pegamos um carrinho (vale acrescentar que meu irmão mais novo que na época tinha 9 ANOS e tinha 1,45 de altura, sim um anão), chegamos lá dentro e eu como criança retardada de 12 anos, falei "pega aí carls" e ele lerdando nn pegou a poha do carrinho a tempo e o carrinho passou por CIMA DELE, exato isso é possível, no momento eu e os meus outros irmãos de 13 e 14 anos pensamos q ele havia morrido, mas segundos depois ele começou a chorar, dei graças a Deus que ele nn tinha morrido, mas minha querida mãe que estava a 5 km dá gnt ouviu meu irmão gritar, saiu correndo e começou a gritar cmg e meus irmãos (que não fizeram nada) chamado a gnt de irresponsável e perguntando se a gnt queria matar ele, eu disse que meus irmãos nn haviam feito nada (ótima irmã) e minha mãe diz "quando chegar em casa a gnt conversa" naquela hora eu queria que o carrinho tivesse passado por cima de mim. chegando em casa minha mãe mandou meu pai levar meu irmão pro hospital, acabei apanhando junto com os meus outros dois irmãos por quase ter matado meu irmão. Bom ele só quebrou o braço e passou 2 meses com o braço enfaixado. Foi isso turma e lubixco espero que tenham gostado, um beijo
submitted by httpgeh to TurmaFeira [link] [comments]


2020.06.06 03:16 le_bruno A Viagem dos “Sonhos”


Olá Luba, editores, possível convidado virtual (Fica em casa mds), restos de papelões, gatas e turma que está a ler ou talvez ver

Bom, era janeiro de 2019, e na época eu estava em um tratamento intensivo contra depressão, detalhe eu só tinha 14 anos na época (Graças a Deus já estou curado), então como parte do tratamento, meu terapeuta disse que eu e minha mãe deveríamos fazer uma viagem para desestressar, mas como minha mãe não queria gastar muito, afinal a terapia já era meio cara, nós decidimos ir passar 1 semana em um hotel bem chique no interior de São Paulo, bem, naquele hotel tinha um serviço de monitoria pra crianças e adolescentes, e é no grupo que eu participei (13 a 18 anos) que nós conhecemos os personagens principais dessa história, dois amigos meus, vou chamá-los de G e de V, minha amiga, L, e a desgraçada, que chamarei de A. Bom, passou um dois dias, e o V e a L começaram a ficar, e o G e uma outra menina também começaram a ficar, foi então que eu comecei a me sentir meio excluído do grupo, pois era o único que nunca havia beijado ninguém (sim na época eu era BV), então os meus amigos, sabendo que eu tinha problemas com depressão e autoestima, decidiram que iam achar uma garota pra eu ficar, e naquele mesmo dia, uma garota nova chegou no hotel e se juntou ao nosso grupo, do serviço de monitoria (a garota é a A), no mesmo instante que ela se apresentou, eu achei ela muito linda, ela era morena e tinha um cabelo escuro Chanel, e os meus amigos perceberam que era aquela garota que eles iam arranjar pra mim. Passou o dia e a noite o monitor decidiu fazer um mini luau na fogueira que tinha do lado de fora do hotel, e naquele luau, eu e a A começamos a conversar, o papo tava bom, mas tive que sair pra ir no banheiro, e quando eu volto, os meus amigos me surpreendem com a seguinte notícia “a A veio falar com a gente, ELA DISSE QUE QUER FICAR COM VC” eu ainda meio confuso e extremamente surpreso, pergunto onde e quando sem nem hesitar, os meus amigos disseram que ela queria que fosse na sala de cinema do hotel, que era pra onde eles estavam indo, então fomos e passou algumas horas vendo alguns filmes e nós nos beijamos, foi incrível, mesmo sendo o meu 1 beijo, no dia seguinte eu fiquei tentando me aproximar dela pra ficarmos mais juntinho, e talvez até nos beijarmos de novo por que não? Mas ela passou o dia inteiro me evitando, obviamente achei estranho, mas levei numa boa, pensei que ela não tinha gostado do beijo ou algo do tipo, então nós dois estávamos no elevador indo para os nossos quartos, nos trocarmos, pois o grupo estava indo pra piscina, e eu pergunto pra ela “Ei, tudo bem? Vc ta chateada comigo ou alguma coisa do tipo?” e ela, com toda a calma do mundo, vira pra mim e responde “Olha, eu sei o que vc ta pensando, mas o que aconteceu ontem não foi verdadeiro, eu estava apenas pagando uma aposta que eu fiz com as meninas” (vale ressaltar que a L não estava nesse grupinho de meninas) depois disso eu fiquei extremamente perplexo, e a minha visão começou a embaçar quando ela estava saindo do elevador, a única coisa que eu consegui fazer, foi ir pro meu quarto, e ficar lá o resto do dia, a única coisa que eu fiz o resto do dia foi chorar e pensar como a minha vida amorosa tinha conseguido piorar, afinal tudo que eu tinha feito até agr era levar dois foras e um chifre, depois desse dia eu fiquei o resto da viagem inteira triste e desanimado, eu não tinha vontade de fazer nada. Quando eu estava indo embora a menina veio na cara de pau pedir desculpas, ela disse que estava arrependida e que sentia muito pelo o que ela tinha feito, eu aceitei as desculpas dela mesmo ainda estando muito magoado. Depois dessa viagem eu tive uma piora gigantesca na minha depressão, tive que ficar 3 meses em um tratamento hiper intensivo com remédios e outras coisas, e só consegui me curar totalmente em outubro de 2019, quando comecei a te assistir :)
É isso Luba, espero que vc tenha se divertido e não achado uma completa perda de tempo, um beijo de Guarulhos-SP e tchau, < ou = a 30
submitted by le_bruno to TurmaFeira [link] [comments]


2020.05.30 16:26 epilef_backwards O melhor anime de 2019.

"Their focus is on the fireworks...But i'm sorry, I can't take my eyes off that face. The sound of my heartbeat is so noisy...that I can't hear the fireworks."
Fazem 14 anos desde que não podemos olhar para um anime de comédia e dizer que ele foi o melhor show japonês do ano. A culpa disso, em parte, se dá pela "mesmificação" dos animes de comédia ocorrida, principalmente, nos últimos 10 anos. O problema todo gira no fato de que certos elementos narrativos de comédia fizeram sucesso em animes de diversos outros gêneros (como shounens) e produtores japoneses acharam que seria uma boa ideia juntar esse elementos e reformular o gênero comédia. Deu errado, muito errado. O gênero ficou marcado com clichês, furos narrativos e patetices dos personagens cuja finalidade é a produção de humor, porém, o resultado é um obra que nem funciona como comédia nem como os demais subgêneros, uma vez que todos foram prejudicados por essas batidas de gênero. O anime que comentei acima é Gintama. O mesmo conseguiu o título de rei da comédia por apresentar uma reformulação completa do gênero para a adequação da introdução de uma história bem feita, com um roteiro mais coeso e personagens bem desenvolvidos e que, ao mesmo tempo, fosse engraçada, divertida e apresentasse os principais pontos do humor. Infelizmente, depois de Gintama, não houveram animes que conseguiram subverter o gênero humor na maioria dos clichês. Até 2019.
No dia 12 de janeiro de 2019, o primeiro episódio de Kaguya-Sama: Love is war foi ao ar pela Aniplex ao público japonês. Aniplex, para caso você viva em uma caverna, é uma das maiores distribuidoras e produtoras de animes no Japão, contando com animes mundialmente famosos como Bleach, Sword Art Online e Fairy Tail. Contudo, a empresa é conhecida mais pela sua fama do que pela sua qualidade, uma vez que a grande maioria dos animes dela são de qualidade mediana para baixo, contudo, fizeram sucesso pois, de algum modo, eles iam mais além dos animes da sua época.
Contudo, Kaguya-Sama não seria mais um a entrar nesta lista.
A animação conta a história dos colegiais que formam o conselho estudantil de uma das mais prestigiadas escolas japonesas. Nesse contexto, somos apresentados aos dois protagonistas da série: Shirogane e Shinomiya, respectivamente, presidente e vice-presidente do conselho. Ambos sentem uma atração pelo outro, no entanto, levam a admissão desse sentimento como uma derrota na guerra do amor. A trama, portanto, gira ao redor do conselho estudantil e seus membros principais e as constantes batalhas psicológicas entre Shirogane e Shinomiya.
Certo, vamos para a review de fato.
O roteiro desse show é fantástico. Não somente porque é único, mas, sim, porque utiliza todas as convenções de gênero como dicas falsas para os espectadores enquanto faz comédia com situações não convencionais e inventivas. Mas vamos por partes.
Em primeiro plano, o roteiro demonstra total conhecimento dos clássicos clichês e das batidas de comédia presentes nos animes. Isso faz que ele consiga ter maior controle das nossas expectativas como espectadores, uma vez que o mesmo sabe o que esperamos acontecer ao longo da trama. Esse fato proporciona vantagem ao roteiro, o qual sempre se encontra um passo a frente do espectador. Ou seja, sempre que achamos que iremos ver uma clássica cena clichê como o personagem caindo em uma menina, contudo, o anime subverte as expectativas ao nos poupar desse tipo de fanservice apelativo e sem sentido. Outro ponto importante que vem em decorrência desse conhecimento é que o roteiro apresenta liberdade para transformar os inevitáveis clichês do gênero em piadas do próprio anime. É como se fosse uma quebra da quarta parede porém por parte do roteiro. Em outras palavras, o roteiro sabe que existem certos clichês que são inerentes ao gênero e brinca com eles de modo a gerar comicidade.
Em segundo plano, temos um roteiro inteligente na caracterização dos personagens e no seu desenvolvimento. Embora eles pareçam clichês, isso se desfaz a partir do momento que conhecemos melhor eles. Ao longo dos episódios, o roteiro faz questão de desconstruir a imagem de intangíveis dos personagens, principalmente dos protagonistas, e trazer humanidade a eles, o que faz que sejam personagens gostáveis e interessantes de serem acompanhados. O roteiro também é inteligente ao desenvolver e demonstrar mais camadas dos personagens ao longo da obra. Nesse ponto, devo parabenizar o roteiro em duas principais alas. A primeira se trata no fato de que essas camadas servem de modo a humanizar os personagens e nos fazer criar uma relação com eles, porém, não fazem dos personagens figuras profundas e sérias demais para um show de comédia. Isso é MUITO raro de se ver, tanto que eu sequer consigo citar outro anime de comédia que tenha esse conhecimento sobre o quão fundo você ir em seu personagem. Não "fita" muito bem termos um personagem super complexo, profundo e sentimental se a obra é uma obra de ironia sobre o próprio personagem. Isso é o chamado "se levar a sério demais" e é muito comum nas comédias. A segunda é a maneira como o anime desenvolve os personagens de modo a, justamente, subverter as expectativas. Eu jamais imaginei que a Fugiwara seria uma personagem com qualquer profundidade além de uma possível loli que serve para fanservice. Mesmo na única cena com um fanservice "clichê" dela, temos, na realidade, uma subversão do clichê para uma cena engraçada e que serve para a trama e para as batalhas psicológicas dos protagonistas.
A direção do show, não menos impressionante, está a par de todas as qualidades que uma comédia pode ter. A começar pelo timing cômico brilhante e no belo uso da trama para promover cenas hilárias. Fazia bastante tempo que eu não ria tanto quanto eu ri nas cenas das batalhas entre os protagonistas. A adição das onomatopeias e das faces foi genial e foi muito possível pela animação fluída e de altíssimo nível. Em fato, sequer faz sentido a animação desse anime ser tão boa quanto ela é principalmente se tratando de uma comédia. A transição entre as faces normais dos personagens para as faces caricatas é feita da melhor maneira possível. Além disso, o passo da animação é calculado de maneira a conseguir conciliar a comédia com o romance de maneira que ambos os gêneros sejam bem desenvolvidos e não haja uma quebra de ritmo na passagem de um para o outro. Isso, novamente, eleva esse show a um nível quase nunca visto nos animes de comédias, uma vez que o problema mais recorrente de comédias românticas é justamente a quebra de momentos de romance com piadinhas que anulam o peso dramático da cena. Contudo, não pense que, por causa da existência de momentos mais dramáticos e mais focados no romance, a comédia é deixada de lado a partir de certo ponto (outro erro muito comum nesse tipo de obra), pois o anime continua com a sua trama de embates psicológicos. Essa transição de um anime de comédia focado nas batalhas psicológicas para um anime mais focado no romance é brilhante, orgânica e funciona porque o roteiro dá tempo para ela acontecer. Junto com uma direção de alto nível, essa transição possibilita que o anime flutue entre gêneros de maneira leve e que ambos sejam significantes à obra e memoráveis.
submitted by epilef_backwards to u/epilef_backwards [link] [comments]


2020.05.27 20:32 febreyellow Ela é realmente a talarica???

Eai Luba, eai chat, hoje vou compartilhar uma história que aconteceu comigo ano passado. Bom, eu tinha 15 anos e estava "ficando" com um cara de 23 que vamos chamar de Renato (isso foi durante um ano,eu tinha 14 quando começamos, podem chamar a PF). Bom, a única pessoa que sabia disso era minha melhor amiga Carls que tinha 20 anos. (OBS: Renato já tinha passado o rodo em todas as meninas do nosso convívio, e as mesmas sempre diziam que ele era um babaca, mas não acreditei pq estava com uma tremenda dependência emocional nele). Ao longo do tempo, Renato foi se mostrando ser um cara extremamente machista e controlador, tentava ter "algo a mais" se é que me entende, mesmo sabendo que eu era menor de idade. Um certo dia, DO NADA ele me chamou dizendo que não me queria mais, que eu era ridícula e que usava minha depressão pra manter ele por perto. Fiquei muito mal, e minha amiga Carls esteve comigo em todos esses momentos, presenciando tudo. Pouco tempo se passou e percebia que Carls tinha comportamentos estranhos perto do Renato, percebi que ela se sentia um pouco ameaçada pela história que eu já tive com ele. E como sou muito intuitiva, já percebi que tinha algo errado. Estava desconfiando que Carls gostava de Renato, então tentava afastar os dois, pq n estava me sentindo nada bem com isso, afinal Carls era minha melhor amiga e eu ainda estava mal quanto ao Renato, e ela sabia disso. Tempos se passaram e descubri que nessa mesma época os dois saíram juntos e não me disseram uma palavra sequer. Quando fui falar com Carls, ela me disse que isso não tinha nada haver comigo, que EU que estava tratando ela diferente, que ELA se sentia mal, que gostava dele, e que ele era um """"bom homem"""". Eles ficaram um tempo juntos até que ele fez o mesmo com ela, se mostrou ser alguém ruim, mesmo ela já tendo visto isso quando aconteceu comigo. Eu fiquei extremamente mal com isso não por causa desse cara, mas pq de uma melhor amiga não se espera uma traição de confiança. Aliás, Renato hoje está preso. Mas afinal, ela foi mesmo a babaca, ou eu tbm fui?
submitted by febreyellow to TurmaFeira [link] [comments]


2020.04.27 22:47 shinytrash_92 Eu sou um peso na vida do meu marido

Ensaiei esse post por horas. Escrevi, apaguei, fui tomar banho, reescrevi, editei e não postei. Criei uma conta alternativa e reescrevi uma última vez para conseguir postar e não ser rastreada, pois o que estou prestes a falar é humilhante demais para sequer imaginar que alguém que eu conheça esteja lendo, principalmente meu marido. Mas, a verdade é que sou um peso na vida dele, e pior: covarde demais para me separar e deixar que ele prospere sozinho.
Contexto: estamos juntos há 14 anos, sendo 4 de casamento e 10 de namoro. Nos conhecemos super novos, ainda no cursinho. Eu era uma menina bonitinha, magrinha e pequena, com alguns hobbies e planos pela frente, mas, já fazendo tudo com uma certa dificuldade, principalmente por conta de um background com família e emocional bem instáveis. Ele era um cara super inteligente, já falava 3 línguas, tinha morado fora e vinha de uma família rica e equilibrada. Logo passou em medicina, numa faculdade pública, enquanto eu perdi mais uns anos no cursinho pra passar em um curso meio bosta numa particular.
Quero deixar claro que essas visões são minhas: Ele jamais me subestimou por ser mais rico, mais inteligente ou ter feito uma faculdade melhor que a minha. Eu que fui desenvolvendo esse olhar conforme fui percebendo que, enquanto eu sofria para estudar e precisava de ajuda dele com trabalhos e exercícios, ele ia fazendo a faculdade dele e a minha também, por tabela. Não estou exagerando: ele desistiu de matérias para me ajudar com o meu curso. Virou noites fazendo exercícios e estudando comigo. Quando casamos e veio a residência, onde mal conseguíamos nos ver, me afundei em uma depressão profunda. A casa estava sempre uma zona, pois eu não conseguia cumprir com as tarefas domésticas (que eram minha responsabilidade, uma vez que ele tinha me ajudado com a faculdade e agora precisava de ajuda para terminar a dele). Não sei explicar, não tenho energia. Não é como se eu passasse o dia fazendo outras coisas, eu passava o dia na cama olhando pro teto. Nem séries eu tinha vontade de ver. De quebra Engordei 40kg e tive muita dificuldade com o meu TCC. Sinto que ele vem me carregando desde então.
Se antes eu sentia que não bastava por ser esse saco de lixo burro e inútil, agora eu também estou gorda e horrorosa. Nem esse, que era o papel mais basal de uma esposa - o de ser bonita - eu consigo mais cumprir. Nossa vida sexual também foi embora - e não por culpa dele, mas, por culpa minha! Ele insistia para fazermos amor, mas, eu tinha vergonha demais do meu corpo e fui recusando, até ele parar de pedir. Esse ano, se transamos 3x foi muito.
Obviamente que não é só isso. Para o pacote ser bem completo, além de burra, inútil e gorda, eu também sou uma pessoa difícil de lidar. Briguei e cortei relações com muita gente próxima dele. Vários amigos dele não gostam de mim, o irmão dele me odeia, as tias dele também. Sei que os pais dele são corteses, mas que também prefeririam que ele estivesse solteiro. Eu tenho surtos de raiva, provavelmente relacionados com o meu background familiar, e sempre acabo com as minhas relações pessoais. Ele é praticamente a única pessoa que restou. Mesmo minha amiga mais próxima, a única que conservei da faculdade, sinto que só gosta de mim por que quer estar próxima dele também.
A gota d'água foi recentemente ter sido mandada embora da empresa em que eu trabalhava, que, por conta do COVID decidiu só manter os funcionários essenciais. Obviamente que eu não sou essencial e fui afastada. Agora, além de gorda, inútil e burra, também sou financeiramente dependente dele. Nem o salário terrivelmente baixo que eu recebia eu tenho mais para ajudar com as despesas (que eu mesma gero).
Ele, sempre paciente, diz que está tudo bem. Diz que segura as pontas, para eu aproveitar esse tempo e procurar um curso online e me relançar no mercado quando a quarentena acabar. Ele banca. E essas palavras me cortam por dentro, porque com que cara eu vou falar pra ele que não tem absolutamente nada que eu queira fazer? Que quando eu acordo de manhã, o simples pensamento de levantar da cama me faz querer morrer? Que o ponto alto do meu dia é quando eu vou dormir e passar horas desacordada??? Eu não tenho mais energia, minha cabeça dói o tempo todo, preciso fazer pausas enquanto faço as tarefas domésticas ou não consigo continuar. Não posso falar nada disso pra ele pois ele já perdeu tempo demais lidando com a minha bullshit no passado e tem uma fucking pandemia acontecendo no país, que é muito mais urgente.
Eu só queria poder retribuir um milésimo de tudo o que ele fez por mim. Eu só queria não ser um peso na vida do homem que eu amo.
Eu vejo essas esposas modelo e me sinto tão absolutamente aquém. Eu só queria conseguir fazer coisas simples, sabe? Basicas. Não precisa ser nada de grandioso no começo. Pintar minhas unhas, por exemplo, essas mulheres sempre tem unhas tão compridas e bonitas... Mas, nem isso eu consigo fazer. As minhas são roídas e horrorosas.
Queria poder receber ele em casa com um jantar balanceado e saudável todos os dias. Mas, não consigo manter minha dieta nem por 2 dias consecutivos.
Queria manter a rotina de limpeza da casa, passar roupa, cuidar dele como ele sempre cuidou de mim. Mas não consigo manter, me desinteresso, passo um dia na cama e os outros já estão perdidos depois.
O fato é que estou cansada de tentar e fracassar toda vez. Devo ter algum problema psicológico ou um retardo mental que me impede de fazer melhor.
Eu já pensei diversas vezes em deixá-lo, porque, certamente ele conseguirá me substituir por alguém melhor, mais atenciosa, mais presente. Alguém que não seja um atraso. Sei inclusive de mulheres do hospital em que ele trabalha dando em cima dele. Eu fico brava e com ciúmes, mas, ao mesmo tempo sou tão insuficiente que penso: será melhor não deixar acontecer?
Mas, a verdade é que sem ele eu perderia a única coisa que fiz certo na minha vida. Eu nem teria pra onde ir pois não tenho família nem dinheiro. Estaria literalmente na rua. Que patético, né? Em pleno século 21, depois de tantos direitos conquistados por mulheres que vieram antes de mim, meu maior feito na vida foi ter casado com um homem bom... E não merecê-lo. Não consegui conquistar nada por mim mesma.
Se eu tivesse vergonha na cara daria um fim nessa vida miserável e parava de ser um peso morto (rsrs sacaram? é pq eu sou gorda também)
submitted by shinytrash_92 to desabafos [link] [comments]


2020.04.13 03:17 Candy_kel Eu fui babaca por pedir ajuda pra meu melhor amigo?

Eu estava em uma comunidade no Amino de Naruto (informação importante) , e la eu já tinha uma reputação meio ruim .Sobre um ex amigo que decidiu expalhar mentiras sobre mim , então como ele era popular eles estavam assim pra me banir. Eu e o Carls ( meu ex melhor amigo) passamos por isso juntos , fazendo nossa amizade ficar mas forte , eu confiava muito nele , e ele sabe que eu tenho certos ploblemas psicólogos ( ansiedade,"suspeita"( sla se assim que fala ) de depressão e de esquizofrenia).Então as vezes eu tinha recaídas e ele sempre me ajudava , me ajudou em não me suicidar etc. Mas uma hora ele cansou, uma vez quando pedi ajuda ele me bloqueou , então decidi pedir pra outra amiga e ela também me bloqueou .Eu passei por essa situação sozinho e realmente foi difícil, mas depois de um tempo eu consegui vencer .Quando eles viram que eu estava melhor o Carls me explicou que eu estava negativo , eu entendi completamente ( mesmo estando com raiva ).Mas a outra menina chegou puta no meu chat falando algumas coisas pra mim que rendeu em algumas frases assim :"Agora vem com esse Papinho né ?Fds vc" "Pq será ? Você é a pessoa mais tóxica que eu já vi ?" Eu sou sua treinadora ok?Aprenda quem é superior aqui" .Logo depois o Carls mandou uma lista de motivos pra eu ser banido e adivinha ?Eu fui ,( a justificativa foi que eu era muito negativo) meu mundo desabou e eu fui falar com uma amiga que realmente não estava acreditando.( Vai pegar a pipoca pq só vai piorar ) e logo falou com a menina que logo achou que era eu , e fez uma conta fake pra ameaçar a minha amiga ( vamos chamar ela de Rose ) , ou seja me ameaçar , vamos de algumas frases que ela falou: "Sem Zuera mano,se você levar ban agora e entrar nessa porra de novo você vai pedir pra não ter nascido" "A única manipulação mental que você vai ter pedido é a manipulação mental pra eu esquecer da sua existência ". A conta da ameaçadora foi banida , mas a principal dela não .Hm e minha amiga foi ocultada .Minha amiga me deu o maior apoio possível , até que hoje chegou. Ela me chamou falando que eu estava mentindo , tecnicamente ela falou com a ameaçadora. E a ameaçadora falou que era tudo culpa minha ou algo assim , e minha amiga acreditou. Fazendo eu ser expulso da comunidade dela , e terminando a amizade comigo nessa frase "Se tiver mentindo ou não , eu vou saber depois , por enquanto não quero saber mais de nada " ( esqueci de comentar mas hoje eu fiz uma conta na comunidade de Naruto , porque eu realmente gostava da comunidade) .E a Rouse falou minha nova conta e o Carls logo disse em um blog sobre mim " Eu sei kk , eu fui muito amigo dele( eu) eu sou o Carls , ele é tão podre tão podre que ainda fora da comunidade, quem aguenta KK ",eu realmente fiquei em choque. MAS CALMA, isso não vai acabar tão ruim A ameaçadora me chamou no chat e nós tivemos a seguinte conversa: Ameaçadora: Kkkk era só oque me faltava Ameaçadora: Vou ficar de boa na minha agora Ameaçadora: Espero q vc esteja bem Ameaçadora: Pq c sabe q apesar de tudo vc ainda é minha amiga (Obs: AMIGO PORRA)e eu ainda me importo ctg Ameaçadora: Olha...eu parei pra pensar e me coloquei no seu lugar, vi o que ei fiz foi muito errado Ameaçadora: Eu virei as costas quando você mais precisou, isso não é ser uma amiga Ameaçadora:Agora eu estou disposta para te ajudar no que eu puder...tabom? Me: Amada? Me :Eu realmente acho que se isso for real , tá tudo bem Me: Pq todo mundo comete erros Ameaçadora: Ah amei amei, to feliz agora ;-; Ameaçadora:A gente pode voltar a ser amigx? Vou mudar 😔🍃 Ameaçadora:Ah tu foi mto maduro agora cara E foi muito legal comigo , perguntando se estava tudo e pah Bom , a Rose fez um grupo pra eu provar minha inocência, mas já está tudo resolvido entre eu e a ameaçadora , agora não sei sobre eu e a Rose , nós meio que namorávamos. E também o Carls, mas enfim nessa história eu fui o babaca ? Obs:Todos nós temos entre 14/15 e 16 anos
submitted by Candy_kel to EuFuiOBabaca [link] [comments]


2020.03.13 23:15 PopBallon Meus amigos virtuais

-nomes fictícios- Eu nunca fui de ter muitos amigos, e quase nenhum amigo menino, só meninas. Tudo começou em Dezembro de 2018 quando eu conheci o André; nós sempre ficamos conversando durante as férias, todos os dias, todas as horas nós ficamos conversando e jogando. Em Janeiro de 2019 caiu a ficha e eu comecei a gostar dele mais do que apenas um melhor amigo. E quando ele soube, o inferno começou. Ficava falando sobre encontrar a sua prima e que ia beijar ela; depois das férias nós começamos a se falar menos (o meu psicológico já estava bem abalado), eu tinha medo de perder ele, medo de ser abandonado e ver o meu melhor amigo ir embora, todas as noites de Fevereiro eu chorava pensando nisso. Teve vezes que ele falou que não queria mais ser meu amigo. A pessoa que eu mais considerava dizendo que não queria mais me ver. Ok, depois de um tempo eu bloqueei ele, por ser muito imaturo. Teve vezes que eu voltei a falar com ele, mas hoje em dia nós não nos falamos mais. As únicas pessoas que eu conversava também era a Rafah e a Bia, duas irmãs. Nós éramos amigos (na vida real) fazia 3 anos. Mas hoje em dia eu só falo com a Rafah. Em Outubro de 2019 eu conheci um cara, dizendo ter 21 anos, mas ele não fez mal nenhum para mim, então eu fiquei sendo amigo dele. Eu gostava dele, conversávamos e jogávamos todos os dias. Porém, depois de um tempo, ele disse ter 14 anos igual a mim. Ele estava tendo um 'breakdown', dizendo que iria fazer coisas horríveis, mas eu estava lá para ouvi-lo e ajudá-lo. Não me arrependo de estar. Foram uns 3 'breakdowns', mas eu sempre o ajudei. E ele ficou melhor -talvez eu já gostasse dele aqui-. O maior erro de minha vida foi tê-lo apresentado para a Bia. Em Janeiro de 2020 eu chamei os dois para jogar, o Vinícius e a Bia. E nós jogamos, conversamos e tudo mais. Eu tive uma idéia de criar um grupo no Whatsapp com nós três. Depois de um tempinho, eles começaram a se gostar. Encurtando uma parte da história, eu disse para Rafah e Bia que eu estava gostando do Vinícius, e para ele também. Ele disse que nunca tinha se sentiso tão vivo antes, com duas pessoas gostando dele (ele namorava, mas depois eles terminaram, dizia que era só por pena. E ele era excluído na escola). Bia ainda falava com ele, e ele com ela. Eu chorava, tinha ataques de ansiedade pensando que ele iria me trocar por ela, iria deixar o seu melhor amigo de lado e que iria me abandonar. Fevereiro de 2020. Ele disse que iria falar menos comigo, por causa dos estudos. Mas ele não disse nada para Bia. No primeiro dia de aula ele não me chamou, mas chamou a Bia. Minha ansiedade foi piorando e, a depressão chegando; mas ele estava lá por mim. Pensando que iria ficar sozinho, sem amigos, sem a pessoa com que eu mais me importava, meu melhor amigo, sem ninguém do meu lado. Mas ele sempre dizia que iria estar lá por mim, que nunca iria me abandonar e que se eu fosse me matar, ele iria junto. Após um tempo, ele foi para uma festa e conseguiu fazer novos amigos; "com os estudos, e com meus novos amigos, nós vamos se falar pouco." Hoje em dia, ele diz não se importar com mais nada, então, ele está respondendo de um jeito seco, sem interesse. Quando eu fiquei cinco dias sem chamar ele, esperando ele me chamar, pois eu achava que estava incomodando ele, recebo uma mensagem sua perguntando se eu morri e que ele estava esperando eu mandar mensagem. Tempo se passa e em uma tarde ele disse estar ocupado, então eu disse para me mandar mensagem depois. Se passou dois dias e nada. Hoje, eu o chamei e disse que estava preocupado com ele, se estivesse acontecendo alguma coisa, poderia me contar e que eu estaria lá por ele; ele disse que estava tudo bem e perguntou se eu queria vê-lo feliz ou queria controlar os sentimentos dele também.
Eu não falo mais com a Bia, ela 'roubou' o meu mehor amigo de mim. Na escola só falo com 2 pessoas às vezes. E na internet eu só falo com a Rafah e com o Júlio, conheci ele recentemente. Eu estou impactado com isso, pensando que perdi o meu melhor amigo e nunca mais vou ter aquelas noites de jogatinas com ele. Quero dormir pra sempre, eu não tenho quase nenhum amigo.
submitted by PopBallon to desabafos [link] [comments]


2020.02.29 01:54 Ofeliaabgail Realmente sou bi? (post em pt-br)

Olá pessoas, meu inglês é péssimo, então escreverei em português brasileiro mesmo, espero que entendam :) P.s.: sou nova no reddit, não sei usá-lo muito bem ainda :/ Desde minha infância eu me sentia atraída tanto por homens quanto por mulheres (infelizmente fui uma criança sexualizada muito cedo, mas isso não entra em questão agora) e não via problemas desde que guardasse essa informação pra mim. Aos 14 anos, comecei a namorar uma garota, até então já havia ficado com meninas e meninos e estava bem com minha sexualidade. Nossa relação durou um pouco mais de 1 ano e meio, infelizmente não suportamos mais que isso, sofremos muito com homofobia: eramos expulsas de lugares públicos (exemplo: shoppings), agredidas verbalmente na escola pelos diretores, tivemos amizades desfeitas, sem contar que nossas relações com nossos pais se tornou caótica. Nosso amor não suportou ao inferno criado para nós e ela resolveu terminar tudo comigo, mesmo nos amando bastante ainda e com um projeto de uma vida inteira juntas. Na época eu já havia sido diagnosticada com depressão, meu quadro piorou depois do término, adquiri características de uma pessoa automutiladora e suicida. Minha mãe, por sua vez, nunca viu com bons olhos o tratamento com antidepressivos, ela era a única da família que sabia da minha condição e era legalmente responsável pelos medicamentos, já que eu ainda era menor de idade. Minha mãe interrompeu meu tratamento (por puro preconceito) e me deixou "a ver navios". Por algum milagre ou seja lá o que for, consegui superar algumas destas coisas ruins, mas ainda assim, hoje aos 20 anos, ainda sofro com depressão e traumas pelo relacionamento que não deu certo. Eu não consigo fazer planos a longo prazo para minha vida e por isso tenho pouca motivação para acordar todas as manhãs e continuar respirando. Sei que se me apaixonasse novamente por uma mulher, aceitaria tranquilamente esse sentimento, mas provavelmente a relação não ultrapassaria o sexo casual ou um relacionamento escondido, não por vergonha, mas sim por saber que o mundo reserva à uma pessoa homo/bi é muito cruel e talvez eu não conseguisse suportar. Mesmo assim, com todo esse contexto, fico na dúvida se realmente sou bissexual (por me atrair tanto por homens e mulheres) ou se apenas tenho fetiche em mulheres por ter em mente que não assumiria mais uma relação séria com uma (ao contrario de um homem). Então, sou mesmo bissexual ou apenas estou fetichizando as mulheres?
submitted by Ofeliaabgail to bisexual [link] [comments]


2019.12.17 01:32 lilvalgreen Síndrome do Pânico

Todos sabemos que só existe uma coisa inevitável, a morte. Como você se sentiria pensando nisso 90% do seu tempo?
Essa é a minha realidade, e possivelmente a de muitas outras pessoas. Desde pequeno eu era muito ansioso, isso me atrapalhava mas nada grave, as coisas ficaram realmente ruins no meu primeiro emprego/estágio da vida. Eu havia me tornado Analista de Sistemas em uma empresa nacional muito valorizada, na época considerada a melhor empresa para se trabalhar no meu estado via indicativos de satisfação dos colaboradores registrados pela GPTW (Great Place To Work, ou em português, Grande Lugar Para se Trabalhar).
Sou diabético desde os 3 anos por uma disfunção, isso me faz parar no hospital diversas vezes durante minha infância, meu irmão mais velho também é, então creio que não sofri como ele por ter sido o primeiro. Ao começar no trabalho eu comecei a me sentir um pouco estranho, sofria de pressão baixa e não sabia (provavelmente por causa da diabetes descontrolada), trabalhava em meio ao ar condicionado (na direção dele) e a saída do trabalho era em uma praça muito quente. Eu também trabalhava no 19º andar e creio que toda essa mudança térmica e de altitude culminava em impactos diretos na minha pressão arterial.
Comecei a desenvolver uma certa alergia ao ar condicionado, sentia dores no peito, constantemente meu nariz entupia, sentia um gosto estranho na boca, sentia tontura por causa da pressão baixa, sonolência pois não dormia direito, estagiava pela manhã e de noite ia para faculdade (do outro lado da cidade). Sentindo falta de tempo para ir ao médico, comecei a consultar o "Dr. Google" onde quase todas as pesquisas de sintomas te revelava as piores doenças possíveis (câncer e por aí vai).
Me tornei hipocondríaco, creio que depois disso comecei a sentir coisas que eu nem estava de fato sentindo, era psicológico e cada vez mais eu me convencia que estava morrendo. Ao me abrir com os meus pais eu desabei, disse que pediria demissão, largaria a faculdade e que ia cuidar de mim mesmo. Após muitas conversas e indo contra a vontade de meu pai eu larguei "o estágio dos sonhos", porém continuei na faculdade (eu era bolsista do PROUNI).
Apesar de ir ao médico eu não fazia qualquer tipo de terapia ou visitava o psiquiatra, apenas fiz uma bateria enorme de exames (inclusive neurológicos), até me convencer que eu não estava doente. Porém não fazer terapia tinha sido um erro, pois eu tinha alguns ataques de ansiedade isolado, mas na época ainda não sabia dizer do que se tratava.
2 a 3 meses após deixar o estágio, durante a uma conversa normal com os meus colegas de faculdade eu tive uma crise de estresse misturada com ansiedade que elevou minha pressão do normal dela 10/6 para 19/12. Nesse dia eu quase desmaiei e foi terrível, graças aos meus amigos a Bombeira que trabalha na faculdade me salvou entrando em contato com meus pais e me encaminhando para o Pronto Socorro da Unimed, onde após vários exames cardiológicos fui diagnosticado com um caso de estresse excessivo.
Depois disso minha vida nunca foi a mesma, desenvolvi síndrome do pânico e fui posteriormente diagnosticado com TAG, distúrbio de ansiedade generalizada. Não consegui fazer mais estágios e formei apenas com o tempo de experiência do que fiz (menos de 6 meses).
Depois de formado eu fiquei cerca de 8 meses completamente estagnado, as únicas coisas que eu fazia era tomar meus remédios, jogar e dormir, este ciclo se repetia toda semana. Um belo dia resolvi não tomar mais os remédios e fui diminuindo aos poucos, um mês após largar os remédios tive dengue e naquela semana minhas plaquetas diminuíram de forma considerável, ao cogitar que eu poderia morrer minha vida veio à tona novamente o que resultou em uma grande crise de ansiedade, no final de julho deste ano.
Me senti como na época da síndrome do pânico, talvez um pouco menos pior por ter sido a segunda vez, chorava vários dias me perguntando por quê eu era daquela forma e por quê eu tinha que passar por tudo aquilo. Levei cerca de dois meses e meio para me recuperar parcialmente, a ponto de exercer minhas atividades sem limitações.
Em outubro, um amigo de longa data de meu pai me arranjou um emprego na empresa de Tecnologia dele, para mim eu estava me superando em todos os quesitos, havia mudado meu pensamento e saído do ócio, estava estudando programação feito um louco! Porém ele tinha o perfil de um empresário e não de Recursos Humanos, o problema disso é que ele mesmo fez a entrevista comigo em vez do RH, explicando de forma muito falha a minha função na empresa. Ao chegar para trabalhar me deparei com um serviço aparentemente pesado que envolvia plantões, horários aleatórios para trabalhar e viagens para cidades do interior a serviço de clientes, isso fez com que minha ansiedade saísse completamente do eixo e eu pedi demissão no terceiro dia de trabalho.
Não me arrependo de ter saído, o estresse foi tanto durante esses três dias que tive que suspender a diminuição dos remédios que meu psiquiatra havia recomendado. Me doeu muito o fato de ter pedido conta, me fez lembrar de quando eu pedi conta do meu estágio e o quão decepcionante aquilo foi para mim na época.
Algumas semanas se passaram e conheci uma garota que me seguia a anos no Instagram, ela era de uma igreja próxima ao meu bairro e eu fiquei maravilhado com ela, não só pela beleza mas por tantos projetos sociais que ela participava e a forma que ela se empenhava em estudar. Fui pegando intimidade com ela e quando percebi já conhecia todas as pessoas da casa dela e mais algumas de fora como o cunhado dela, algumas tias e amigos.
Perante a essa paixão minha ansiedade não se conteve novamente e eu acabei dizendo a ela bem precoce que gostava dela, ela parecia ter um certo interesse em mim, mas daqueles de ter uma noite divertida e parar naquilo. O resultado foi um fora que me desestruturou um pouco, eu segui firme participando da igreja e indo com ela em lugares que ambos frequentávamos, como por exemplo o clube. Certo dia falei novamente com ela que gostava dela e ela me revelou que estava disposta a me dar uma chance.
O resumo dessa história foram dois dias que saímos juntos, uma vez para o cinema e outra vez em uma parte histórica da cidade, foi lindo ambas as vezes, minha memória recorda e chega a doer. Parecia tudo ótimo, mas não era bem assim, eu me esforçava para ter a atenção dela, estava sempre fazendo coisas incríveis como bolando presentes feitos a mão, desenhos, textos, poesias, tenho um livro em produção e criei um personagem para ela, a ajudei a fazer trabalhos dela relacionados a tecnologia. Para piorar eu estava criando vinculo com o pessoal da igreja e eu estava sofrendo com ela, pois percebia que as pessoas que criei vinculo, inclusive da família dela me davam mais atenção do que ela própria.
Um dia, após sair com as amigas e me deixar no vácuo, houve uma confraternização na igreja, onde ela mal conversou comigo, ao final chamei ela para fazer algo e ela argumentou que estava cansada. Já estava chateado com a situação e acabei deixando os grupos da igreja, ela me procurou para saber o que se passava e se desculpar pela falta de atenção. Achei ser uma boa oportunidade para expor como eu estava me sentindo com tudo e tentar ver se podíamos melhorar, como ainda não namorávamos eu fui total simples nas palavras e sutil, falei nada que pudesse soar como um compromentimento ou autoridade sobre ela.
Ela levou mais de 14 horas para me responder, e bem, a resposta foi um fora. Eu não estava surpreso com a resposta, porém fiquei arrasado, isso aconteceu ontem no Domingo (15/12/2019), fiquei sem rumo pois sou muito sentimental e não vejo como continuar frequentando a igreja sem alimentar um desejo ou mágoa por ela, fazendo com que aquele alicerce de pessoas que eu estava criando naquele lugar desmoronasse.
Para piorar sou frustrado profissionalmente, por não ter muita experiência em estágios não consegui atuar na minha área, meu pai é uma pessoa que possui certo dinheiro, porém tenho 24 anos e não acho que seja obrigação dele financiar uma faculdade para mim (até por isso estudei para conseguir bolsa na primeira), meu plano seria juntar dinheiro e começar outra faculdade para poder estagiar e adquirir experiência na minha área (não necessáriamente formar no curso, queria experiência do estágio e assim que me tornar um profissional Jr. trancar o curso e partir para uma pós graduação).
Para isso me sujeitei a trabalhar de faz-tudo numa fábrica de camisas, sendo que o final e início de ano são as épocas de maior fluxo de venda da empresa. Estou trabalhando de auxiliar administrativo, estoquista, vendedor, vendedor de e-commerce e as vezes até´mexo com algo de programação. Me sinto infeliz neste lugar, o salário não é bom, as condições de trabalho não são boas e o único benefício é o vale transporte em dinheiro. Sinto grande ansiedade no trabalho, o tempo parece arrastar, o trabalho parecer ser árduo e a fábrica fica em um lugar de classe baixa da cidade, o que me dá uma sensação de insegurança.
Não consigo me desligar no trabalho em casa, nem nos finais de semana, pensamentos da síndrome do pânico me atormentam, penso que um dia meus pais vão morrer, que eu irei morrer e isso fica me martelando de uma forma ruim. Penso na menina, nos poucos momentos bons que tivemos e no que me sujeitei a fazer por ela, penso nos meus amigos da igreja (para piorar a dona da empresa é da igreja e fica tocando músicas da igreja no meu trabalho o que me faz lembrar dela, as pessoas também ficam me dizendo que me viram na igreja ou em fotos da mesma em redes sociais).
Fico me perguntando se o meu problema é trabalhar, se eu não levo jeito para isso e obviamente fico péssimo pensando nisso porque trabalhar é o mínimo da dignidade, todo mundo quer trabalhar para ter seu dinheiro de forma digna (exclui-se meliantes desse comentário). E tudo isso citado me atinge enquanto estou trabalhando.
Meu sonho é ter paz mental, conseguir parar de tomar meus remédios, me tornar um bom profissional sem que o emprego pareceça uma grande tortura (inclusive estudei muito até entrar nesse trabalho para ficar fera no básico de programação front-end), e viver, sem me preocupar tanto em quando e como vou morrer, já que isso é algo natural e sem escapatória, ser independente para me sentir seguro comigo mesmo.
Este é um grande texto, iniciado as 10:00 mas terminado agora, pois me pegaram escrevendo ele no emprego e fui chamado àtenção. Senti a necessidade de colocar minha vida para fora, de alguma forma tenho a necessidade de me expor para as pessoas, não sei de onde desenvolvi isso e acho prejudicial... Mas aqui posso fazer de forma anônima.
submitted by lilvalgreen to desabafos [link] [comments]


2019.11.09 06:15 vkonu Relacionamento estranho

Estou meio nervoso ao escrever pois um amigo meu usa essa comunidade então queria dizer algo a ele antes de falar sobre o assunto: Caso vc veja isso vai perceber q tem um furo na história e vai perceber de quem falo rapidamente kkkk, mas enfim, só n diga nada sobre isso dps.
Antes de falar sobre oq tem acontecido preciso falar sobre oq me levou a esse ponto por isso vai ficar um pouco grande isso.
Desde quando eu menor fui o excluído da sala ( quando digo menor quero dizer desde o 1 ano do fundamental ), nunca me importei com isso e não sentia falta de amigos ou de companhia para brincar, mas isso fez eu me tornar uma pessoa um tanto apática em relação ao mundo. Nessa época eu era oq pode-se chamar de "aluno exemplar " pois eu sempre ia bem em pro as é era muito comportado e por isso sempre que havia algum evento eu era convocado como participante da minha sala. Após cinco anos nessa escola meus pais tentaram me colocar em uma escola militar... eu n entrei pelo motivo de meu pai ser advogado e a escola acreditar q ele poderia pagar. Na época eu fiquei muito irritado com isso, pois eu havia passado com quase 100% de acerto, mas no final eu entrei em outra escola e passei apenas um ano lá. Nessa escola eu consegui passar um ano inteiro sem nenhum contato com nenhum tipo de amizade e acredito que isso tenha contribuído muito com minha apatia. Após esse um ano cheguei a escola onde estou atualmente. No início foi complicado me adaptar ao método de ensino e às pessoas da minha sala mas logo me via sozinho mais uma vez. Tudo bem é agora que as coisas complicam kkkk. Por algum motivo eu decidi tentar fazer algum amigo, mas foi mais difícil do que eu esperava. Na minha sala eu tinha contato apenas com uma pessoa, essa pessoa me apresentou um amigo dele e eu decidi tentar falar com esse sujeito. Esse sujeito, o qual vou chamar de Joaquim, era muito quieto e por isso pensei que não teria problemas em fazer amizade. Estava completamente enganado, Joaquim me odiava até metade do ano, só fui conseguir ter uma conversa saudável com ele quando o video game dele quebrou kkkk, enfim, Joaquim hoje é um dos meus únicos "amigos ". A partir desse ano comecei a ir ao psicólogo e tentei melhorar minha apatia, estava no ponto de a bola vir na minha direção e eu ficar sem reação nenhuma mesmo quando ela acertava meu rosto. Atualmente estou no primeiro médio. Nesse ano não houve nada muito especial, meu amigo estava em depressão profunda, comecei a acordar no meio da noite chorando sem nem saber o motivo, parei de ir ao psicólogo, perdi de vez uma das únicas pessoas a quem dava valor e agora q finalmente me sinto mais sensível eu não posso deixar com que nem meus pais nem meus "amigos " percebam que estou cada vez mais apático novamente. Mas o foco não é esse; no meio do terceiro bimestre entrou uma menina na minha sala, não vi nada muito especial no início mas hoje posso dizer q Joaquim não é meu único amigo por causa dela. A questão é que eu gosto muito dela, assim como de Joaquim, mas não como as pessoas pensam... aliás nos até entramos na brincadeira e ela disse q estamos "namorando" kkkkk. Acabei não citando esse ponto mas eu acho q sou sensível a barulho e tenho dores de cabeça muito fortes quando estou em ligares com muita gente( isso vai ser importante ). Na minha sala há apenas 15 alunos, porém sinto como se houvessem no mínimo uns 30 kkkk e por isso tenho dor de cabeça quase todos os dias, nos dias em que essa dor é mais acentuada eu faço com que esses dois se afastem para não ser rude com eles. Devido ao fato de Joaquim ter perdido muito tempo de aula eu decidi estudar para as provas, coisa que não estou acostumado a fazer pois sempre consegui ficar entre um 8 ou um 9, e não sei ao certo se vou conseguir ajuda-lo. Nesse último mês teremos um passeio de sala e eu decidi ir mas este é um dos grandes problemas, tenho que demonstrar que estou bem para meus amigos por quase 14 horas em um dia, já é um esforço não surtar em sala de aula kkkkk.
Agora que paro para ler oq escrevi espero que meu amigo não veja kkkkk espero que ninguém veja na vdd só precisava marcar esse marco de empatia de minha parte ao ponto de precisar de ajuda com as pessoas que eu conheço e que me arrependo de ter perdido...
(Caso vc tenha lido tudo isso e não tenha entendido nada, saiba que nem eu sei direito kkkkk a essa hora era pra eu estar dormindo fax tempo, estou impressionado que aguentei até depois das 22:00 kkkk)
submitted by vkonu to desabafos [link] [comments]


2019.10.13 05:00 altovaliriano [PERSONAGENS] Arianne Martell

Em O Festim dos Corvos, Arianne Martell é desde logo apresentada como uma jogadora que está disposta a assumir grandes riscos. No segundo capítulo de núcleo dornês da saga, já vimos o evidente contraste entre a cautela de seu pai e seu comportamento arrojado.
Porém, os planos de Arianne se mostram fúteis diante da capilarização do poder de Doran. O Príncipe mostra ser um jogador experiente: ele chega antes, com mais homens, faz bom uso do elemento surpresa e não deixa muito para o acaso (apesar de que o que deixou ao acaso quase custou a vida de Myrcella, como ele admite). Doran sabe como quebrar Arianne, enquanto adversária. Mas nunca soube como compreendê-la como filha, tampouco lhe dar utilidade como aliada. E este desconcerto quase leva Dorne a uma guerra simultaneamente interna e externa.
Contando com os capítulos liberados de Ventos do Inverno, Arianne só aparece em 7 capítulos, dos quais é POV em apenas 4. Muito pouco para se esperar que haja material para traçar paralelos com personalidade históricas do mundo real. Contudo, há elementos para comparar sua jornada a fábulas de nosso mundo e a personalidades da história do mundo dela.
Para tanto, vamos examinar sua condição humana, seu despertar para a maturidade e seu futuro.
ARIANNE, O ANIMAL HUMANO
Pouco realmente se sabe sobre a infância de Arianne. A lembrança mais antiga da filha de Doran e Mellario remete ao tempo em que era uma criança rechonchuda e de peito liso e rezava aos deuses para ser bela quando crescesse (TWOW, Arianne I). Essa memória revela o quão significativo para Arianne era a beleza, algo que mais tarde viria a se tornar sua ferramenta mais amplamente explorada.
Fora isso, sabemos apenas detalhes vagos, como que ela tinha uma boa relação com Doran ("A garotinha que costumava correr para mim quando esfolava o joelho") e passou muitos anos da infância nos Jardins de Água. Contudo, uma vez que o relacionamento de seus pais deve ao menos ter tido um início auspicioso, Arianne provavelmente foi a única filha a presenciar os bons anos de relacionamento entre Doran e Mellario.
Não sabemos ao cero quando os problemas começaram, mas sabemos que eles atingiram um pico quando Quentyn foi usado como moeda de troca com os Yronwood pelos problemas que Oberyn havia causado. Também não sabemos quando isso aconteceu, mas, uma vez que Quentyn nasceu em 281 e sua partida se deu quando ele era "muito jovem", não deve ter ocorrido quando Arianne tinha mais de 10 anos de idade (ou seja, no máximo, 286 dC) e, segundo ela, isso foi determinante para que nunca fosse próxima do irmão.
Quando Arianne tinha 11 anos (287 dC), seu irmão Trystane nasceu. A diferença de idade é a justificativa que Arianne usa para justificar sua falta de intimidade com Trystane. Porém, deve ser lembrado que algum tempo depois, novamente a relação de seu pai e sua mãe chegou a outro ponto extremo e Mellario voltou para Norvos. Ainda que não saibamos quando isso ocorreu, é difícil de acreditar que isto tenha ocorrido antes que Arianne, ao 14 anos (290 dC), descobrisse a carta de Doran a Quentyn que fez com que suas relações com seu pai deteriorassem.
Arianne, portanto, era uma filha de pais divorciados. E Trystane, uma criança, não era a pessoa indicada para lhe amparar. Na verdade, Arianne buscava apoio nas primas, as serpentes de areia, todas elas mulheres criadas longe de suas mães, e nos amigos de infância, em especial Garin, cuja mãe foi ama-de-leite de Arianne. Assim, são pessoas unidades pelo tema da maternidade.
Não fossem os dorneses famosos por seu comportamento impulsivo e sexualizado, seria fácil atribuir as travessuras de infância e adolescência de Arianne e cia à desestabilização do núcleo familiar. Ainda assim, quando ficamos sabendo que certa vez a filha de Doran e as Serpentes de Areia foram tão longe quanto cruzar o rio Vago para fazer uma visita da melhor amiga de Arianne, Tyene Sand. Literalmente, um jornada em busca da mãe.
Ainda assim, Mellario não pode ser considerada um influência na vida de Arianne. O impacto que ela causou na garota foi tê-la deixado, assim como Arianne deve ter se sentido preterida pelo pai quando descobriu a carta a Quentyn. A pessoa que detinha a admiração era seu tio Oberyn, por quem nutria uma paixonite (segundo informações do aplicativo oficial para celular, uma fonte semi-canônica). Para os dorneses, comparados a Oberyn, seu pai e sua mãe não poderiam ser chamados de pessoas fortes.
Talvez desse complexo paterno por Oberyn que Arianne tenha desenvolvido uma personalidade mais parecida com a das Serpentes de Areia do que a dos outros Martell. Não sendo uma guerreira, não poderia ser parecida com Nymeria ou Obara, mas Arianne acaba por desenvolver uma personalidade gêmea à de Tyene, que usa de uma aparência de ingenuidade para disfarçar maquinações ferozes.
A sedução e a beleza são as ferramentas de Arianne, no lugar da violência. Ela rezou muito para que fosse bela porque provavelmente entendia o que isso representava. Como Arianne reconhecidamente tem um fraco para garotos bonitos, maus e perigosos (TWOW, Arianne I) - provavelmente em decorrência de sua atração por Oberyn, o ícone das Serpentes de Areia -, ela sabia que a beleza e a sedução era o atiçador com que puxaria as brasas para si.
Mas a beleza e a sedução tem se mostrado armas vazias em sua mão, pois seus planos são mais calcados em fantasia do que em observação. Isso ficou demonstrado com o fiasco de seus planos de coroar Myrcella. Por outro lado, agora que Arianne conhece as intenções e planos de seu pai, sua natureza impulsiva Oberynesca não garante que ela esteja a salvo da morte, tal qual Oberyn não estava.
ARIANNE, A BELEZA ADORMECIDA
Antes de sua conspiração falhar e começar a cooperar com seu pai, Arianne desconhecia as consequências de sua impulsividade e seu fraco por homens bonitos. Não estava com os olhos abertos, era uma beleza adormecida. Ela, a princesa, foi aprisionada em uma torre e ficou à espera de quem viesse enfrentar seu carcereiro. Mas ningúem veio. E o único príncipe que fez seu resgate foi o próprio Príncipe de Dorne, para ruína das ilusões que ela alimentava.
As ligações de Arianne com a figura de Bela Adormecida e com a trope da Donzela em Apuros são evidentes não só em sua trama atual. Arianne já demonstrava essa propensão em sua história pregressa, especificamente na sua primeira visita à Pedramarela, durante a qual, enquanto Tyene aprendia a extrair veneno de cobras e Sarella revirava o local com curiosidade, Arianne sonhava com um cavaleiro que a raptara para usá-la. Em outras palavras, Arianne fantasiva com paixões ardentes em um ninho de cobras, literalmente.
O seu retorno é ainda mais significativo. Arianne estava tão adormecida que trouxe uma conspiração que quereria extrema confiança recíproca para um ninho de cobras, tanto literal quanto metafórico. No final, ela não ter certeza de quem a denunciou demonstra o quão pouco Arianne sabia daquelas pessoas sobre quem ela depositava imensa grande confiança. Nem o fato de o perigoso Sor Gerold Dayne estar no grupo é suficiente para que ela ponha a mão no fogo por seus amigos.
O nome que o conto da Bela Adormecida recebeu em alemão foi Dornröschen, em que Dorn significa "espinho, espinheiro, urze" e röschen seria "rosa, flor", em razão da floresta de espinheiros que tomam o reino quando a princesa adormece. Há também oito fadas madrinhas (como as oito Serpentes de Areia), mas isso é só uma curiosidade.
Arianne desconhece que está dormindo em meios aos espinhos dorneses, algo que Doran parece conhecer há muito. Porém, talvez o conhecimento de Doran lhe tenha sido passado por sua mãe, a antiga Princesa de Dorne, tornando Doran o responsável pelo comportamento de Arianne, com quem ele está em dívida.
De fato, Arianne levanta 5 motivos para justificar sua conspiração contra seu pai, todos eles muito justificados diante do desconhecimento dos planos de Doran:
  1. Doran propôs que ela casasse com homens velhos e desdentados (quando sabemos ela tem um fraco por rapazes bonitos - e nós vimos este tipo de coisa terminar mal com Lysa Tully, por exemplo);
  2. Doran não passou a ela nenhum poder, liderança ou cargo quando ele se mudou para os Jardins de Água, só a deixou a cargo de recepções e festins (querendo certamente transmitir uma aparência de normalidade, mas sem saber estava enfiando o dedo na ferida aberta com a descoberta da carta a Quentyn por Arianne);
  3. Doran convocava Oberyn a cada quinze dias, mas Arianne apenas uma vez por semestre;
  4. A carta de Doran para Quentyn que dizia “um dia sentará onde me sento e governará todo o Dorne, e um governante deve ser forte de mente e de corpo(o que diretamente usurpava seu direito e indiretamente a chamava de fraca);
  5. Quentyn foi enviado a Essos sob disfarce com cinco companheiros de importância simultaneamente à Companhia Dourada quebrar o contrato com Myr.
As intenções de seu pai não foram apreendidas não por completa ausência de educação política. Areo Hotah lembra-se de ter ouvido Doran ensinar a Arianne que "o silêncio é amigo de um príncipe" e que "as palavras são como flechas, Arianne. Depois de disparadas, não podem ser chamadas de volta. Mas, devido a complexidade de seus planos, Doran depende de que as peças do seu jogo obedeçam sem questionar, o que também é fantasioso de sua parte. Em outras palavras, Doran também fantasiou que estava sendo transparente com Arianne.
Por motivos que já explicamos, Arianne já deveria se sentir abandonada e Doran por em ação planos que pareciam confluir para roubar seus direitos hereditários deve ter colocado Arianne contra a parede. Mas, se Arianne já conhecia a carta desde os 14 anos, por que levou quase 1 década para agir? Por que a morte de Oberyn tornou Dorne sedenta por uma guerra e colocou o povo contra Doran (como vimos pelas frutas atiradas contra a comitiva de Doran quando ele chegou a Lançassolar).
Arianne pretendia se apropriar do momento para jogar o povo contra seu pai, mas descobriu que estava cercada de espinhais. Não sabia da natureza de seus escolhidos e foi traída, não ponderou sobre os riscos e matou um cavaleiro da guarda real e quase matou a criança que visava proteger. Ela quase conseguiu uma guerra que nada teria a ver com seus direitos.
Quando foi presa, Arianne continuou a elaborar planos de acordo com as estratégias que conhecia. Primeiro, pensou em se valer do cinismo para mentir e atuar, depois vestiu a "roupa mais reveladora" para provocar e desconcertar e, por fim, tentou aliciar os servos para convocar vassalos instáveis de Lançassolar contra seu pai. Ainda assim, vimos Arianne realmente arrependida em seus pensamentos, especialmente por Arys e Myrcella, demonstrando que ela não é uma pessoa incapaz de aprender.
Em verdade, neste momento ficamos cientes de que a cena em que a princesa convence o cavaleiro real a trazer Myrcela a Pedramarela só é contada sobre o ponto de vista de Arys porque GRRM não queria entregar os pensamentos de Arianne, tanto em relação aos seus sentimentos para com o Guarda Real quanto sobre Doran. De fato, como ficamos sabendo em A Princesa na Torre, por baixo da aparência de manipuladora maliciosa, Arianne é um poço de sentimentos contraditórios e compaixão.
Contudo, Arianne falhou em entender as lições que seu pai tentava lhe ensinar enquanto ela esteve presa. O jogo de Cyvasse e os livros sobre leis de Westeros, dragões e a Estrela de Sete Pontas foram colocados ali para que Arianne pudesse entender as palavras que seu pai temia pronunciar em voz alta. Ao invés disso, Arianne continuava a se comportar como a Princesa na Torre, a donzela em apuros, convocando salvadores contra seu carcereiro. "Isso deverá trazer os heróis correndo", ela pensou ao redigir sua carta para Lorde Fowler.
Se a mantive na ignorância durante esse tempo, foi só para protegê-la. Arianne, sua natureza... Para você, um segredo era apenas uma história especial para murmurar a Garin e Tyene à noite, na cama. Garin mexerica como só os órfãos são capazes, e Tyene não guarda segredos de Obara e da Senhora Nym. E se elas soubessem... Obara gosta de vinho demais, e Nym é muito chegada [às gêmeas] Fowler. E a quem [as gêmeas] Fowler poderiam fazer confidências? Não podia correr o risco.
(AFFC, A Princesa na Torre)
Assim, Doran deixou Arianne presa tempo o suficiente para que a raiva, a vontade e a fantasia passassem. E a verdade surgiu apenas quando Doran precisava de Arianne para manipular Myrcella.
ARIANNE, A PRINCESA DOS ESPINHOS
Em A Dança Dos Dragões, vemos os efeitos construtivos da transparência entre Doran e Arianne. Pai e filha parecem agir coordenadamente para aparentar normalidade na corte e converter as Serpentes de Areia mais velhas em aliadas e todos vão para os Jardins de Água.
[SPOILER TWOW]Quando a carta de Jon Connington pedindo a Dorne por ajuda, Doran confia a tarefa de avaliar as forças de Aegon e a presença de Dragões a Arianne, muito embora Arianne não conheça nenhum dos dois homens. Mais curiosamente ainda, Doran forma uma comitiva de estranhos (semi-estranho no caso de Daemon Sand), que nunca viram Aegon ou Connington também. Dessa forma, o objetivo declarado de Doran é parcialmente impossível de ser cumprido. Somente levar olhos para procurar por dragões justificam a viagem.
[SPOILER TWOW]Mas a comitiva em si é curiosa. É formada por pessoas não nobres, com algumas ligações com Oberyn e nenhuma intimidade com Arianne. O caso de Elia Sand é o mais acentuado: a garota é impulsiva como Arianne, talvez um presente de grego de Doran para funcionar como espelho e testar a força de vontade da filha.
[SPOILER TWOW]Mas ainda assim, levar Elia para o meio de uma terra invadida é estranho. Elaria declara que está espalhando suas filhas para aumentar a chance de sobrevivência, porém isto não parece uma tática eficiente. Será que há aqui algum objetivo implícito o qual Arianne deveria compreender durante a viagem? Quem sabe.
[SPOILER TWOW]Com Daemon, há também um objetivo. O cavaleiro tem uma natureza cínica e se tornou imune às seduções da Princesa. Como ele é bonito, pode ser um instrumento fácil para que ela desenvolva uma abordagem realista com seu objeto de deseja, que aprenda a repreender seus instintos e aprender as reais intenções por trás da beleza. Como Arianne avalia que Jon Connington será difícil de seduzir Daemon funciona como um treinamento.
[SPOILER TWOW]De toda forma, em Ventos do Inverno, Arianne ainda está se equilibrando entre sua velha personalidade e as novas lições. Doran fica de pé para se despedir dela como se para fixá-las na memória da filha. E ela realmente agora fala de guerra com um tom funesto, e diz sentir pena de Elaria porque todas as suas filhas saíram a Oberyn (uma mudança significativa de percepção).
[SPOILER TWOW]Até mesmo quando traça paralelos entre Doran e Jon Connington, ela diz que este último deve ser perigoso, de certa forma aludindo que a sutileza do Pai também o torna perigoso. Arianne, inclusive, fica mais dada a silêncios e prefere as deduções às perguntas, chegando a fazer uma bem fundada troca de palavras com Lysono Maar.
[SPOILER TWOW]Porém, durante toda a jornada ele cobiça e flerta com Daemon. Em certo ponto, começa a perguntar por Viserys Targaryen, como que para fantasiar com o homem que estava prometida (muito embora ela afirme que agora é uma mulher, não uma menina que sucumbe para garotos bonitos), o que se confirma quando passa a maldizer Daenerys por tê-lo deixado morrer. A decepção com a aparência de Lysono Maar pode ser uma enganação, pois Lysono tem uma aparência feminina, e talvez quando veja Aegon, o contraste o torno excitante à Arianne.
[SPOILER TWOW]O mais interessante é que Arianne tenta se convencer que agora ama e quer o irmão de volta (o que Daemon, cético, nega). Na verdade, parece que ela quer compensar seu pai pelo estrago que causou e considera que Quentyn seria o meio para isso. Talvez, então, quando notícias de sua morte pelos dragões de Daenerys chegarem, ela passe a se opor à Rainha Dragão.
[SPOILER TWOW]De fato, muitos acreditam que o que está reservado para o futuro de Arianne é a paixão não correspondida com Aegon (uma novidade para ela) e que ela assumiria o papel da fazedora de reis. Assim, "A Princesa e a Rainha" não seriam apenas o título de uma novela de Martin, mas papeis que seriam repetidos na nova Dança dos Dragões.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.07.18 19:18 altovaliriano O Clube das Senhoras Mortas

Link: https://bit.ly/2JFSJ6B
Autor: Lauren (autodescrita como "dona de pre-gameofthrones e asoiafuniversity")

“Senhoras morrem ao dar à luz. Ninguém canta canções sobre elas.”
O Clube das Senhoras Mortas é um termo que eu inventei por volta de 2012 para descrever o Panteão de personagens femininas subdesenvolvidas em ASOIAF a partir da geração anterior ao início da história.
É um termo que carrega críticas inerentes a ASOIAF, que esta postagem irá abordar, em um ensaio dividido em nove partes. A primeira, segunda e a terceira parte deste ensaio definem o termo em detalhes. As seções subsequentes examinam como essas mulheres foram descritas e por que este aspecto de ASOIAF merece críticas, explorando a permeabilidade da trope das mães mortas na ficção, o uso excessivo de violência sexual ao descrever estas mulheres e as diferenças da representação do sacrifício masculino versus o sacrifício feminino na narrativa de GRRM.
Para concluir, eu afirmo que a maneira como estas mulheres foram descritas mina a tese de GRRM, e ASOIAF – uma série que eu considero como sendo uma das maiores obras de fantasia moderna – fica mais pobre por causa disso.
*~*~*~*~
PARTE I: O QUE É O CLUBE DAS SENHORAS MORTAS [the Dead Ladies Club]?
Abaixo está uma lista das mulheres que eu pessoalmente incluo no Clube das Senhoras Mortas [ou simplesmente CSM]. Esta lista é flexível, mas é geralmente sobre quem as pessoas estão falando quando falam sobre o CSM [DLC, no original]:
  1. Lyanna Stark
  2. Elia Martell
  3. Ashara Dayne
  4. Rhaella Targaryen
  5. Joanna Lannister
  6. Cassana Estermont
  7. Tysha
  8. Lyarra Stark
  9. A Princesa Sem Nome de Dorne (mãe de Doran, Elia, e Oberyn)
  10. Mãe sem Nome de Brienne
  11. Minisa Whent-Tully
  12. Bethany Ryswell-Bolton
  13. EDIT – A Esposa do Moleiro - GRRM nunca deu nome a ela, porém ela foi estuprada por Roose Bolton e deu à luz a Ramsay
  14. Eu posso estar esquecendo alguém.
A maioria do CSM é composta de mães, mortas antes de a série começar. Deliberadamente, eu uso a palavra "panteão" quando estou descrevendo o CSM, porque, como os deuses da mitologia antiga, estas mulheres normalmente exercem grande influência ao longo da vida de nossos atuais POVs e sua deificação é em grande parte o problema. As mulheres do CSM tendem a ser fortemente romantizadas ou fortemente vilanizadas pelo texto; ou em um pedestal ou de joelhos, para parafrasear Margaret Attwood. As mulheres do CSM são descritas por GRRM como pouco mais do que fantasias masculinas e tropes batidos, definidas quase que exclusivamente por sua beleza e magnetismo (ou falta disso). Elas não têm qualquer voz própria. Muitas vezes elas sequer têm nome. Elas são frequentemente vítimas de violência sexual. Elas são apresentadas com pouca ou nenhuma escolha em suas histórias, algo que eu considero como sendo um lapso particularmente notório quando GRRM diz que são nossas escolhas que nos definem.
O espaço da narrativa que é dado a sua humanidade e sua interioridade (sua vida interior, seus pensamentos e sentimentos, à sua existência como indivíduos) é mínimo ou inexistente, que é uma grande vergonha em uma série que foi feita para celebrar a nossa humanidade comum. Como posso ter fé na tese de ASOIAF, que as vidas das pessoas "tem significado, não sua morte", quando GRRM criou um círculo de mulheres cujo principal, se não único propósito, era morrer?
Eu restringi o Clube das Senhoras Mortas às mulheres de até duas gerações atrás porque a Senhora em questão deve ter alguma conexão imediata com um personagem POV ou um personagem de segundo escalão. Essas mulheres tendem a ser de importância imediata para um personagem POV (mães, avós, etc.), ou no máximo elas estão a um personagem de distância de um personagem POV na história principal (AGOT - ADWD +).
Exemplo #1: Dany (POV) – > Rhaella Targaryen
Exemplo #2: Davos (POV) – > Stannis – > Cassana Estermont
*~*~*~*~
PARTE II: "E AGORA, DIGA O NOME DELA."
Lyanna Stark, "linda e voluntariosa, e morta antes do tempo". Sabemos pouco sobre Lyanna além de quantos homens a desejaram. Uma figura tipo Helena de Troia, um continente inteiro de homens lutou e morreu porque "Rhaegar amou sua Senhora Lyanna". Ele a amava o suficiente para trancá-la em uma torre, onde ela deu à luz e morreu. Mas quem era ela? Como ela se sentiu sobre qualquer um desses eventos? O que ela queria? Quais eram suas esperanças, seus sonhos? Sobre isto, GRRM permanece em silêncio.
Elia Martell, "gentil e inteligente, com um coração manso e uma sagacidade doce." Apresentada na narrativa como uma mãe e uma irmã morta, uma esposa deficiente que não poderia dar à luz a mais filhos, ela é definida unicamente por suas relações com vários homens, com nenhuma história própria além de seu estupro e assassinato.
Ashara Dayne, a donzela na torre, a mãe de uma filha natimorta, a bela suicida, não temos quaisquer detalhes de sua personalidade, somente que ela foi desejada por Barristan o Ousado e Brandon ou Ned Stark (ou talvez ambos).
Rhaella Targaryen, Rainha dos Sete Reinos por mais de 20 anos. Sabemos que Aerys abusou e estuprou para conceber Daenerys. Sabemos que ela sofreu muitos abortos. Mas o que sabemos sobre ela? O que ela achou do desejo de Aerys de fazer florescer os desertos dorneses? O que ela passou fazendo durante 20 anos quando não estava sendo abusada? Como ela se sentiu quando Aerys mudou a corte de Rochedo Casterly por quase um ano? Não temos respostas para qualquer uma dessas perguntas. Yandel escreveu todo um livro de história de ASOIAF fornecendo muitas informações sobre as personalidades e peculiaridades e medos e desejos de homens como Aerys e Tywin e Rhaegar, então eu conheço quem são esses homens de uma forma que não conheço as mulheres no cânone. Não acho que seja razoável que GRRM deixe a humanidade de Rhaella praticamente em branco quando ele teve todo O Mundo de Gelo e Fogo para detalhar sobre personagens anteriores a saga, e ele poderia facilmente ter escrito uma pequena nota lateral sobre a Rainha Rhaella. Temos uma porção de diários e cartas e coisas sobre os pensamentos e sentimentos de rainhas medievais do mundo real, então por que Yandel (e GRRM) não nos informaram um pouco mais sobre a última rainha Targaryen nos Sete Reinos? Por que nós não temos uma ilustração de Rhaella em TWOIAF?
Joanna Lannister, desejada por ambos um Rei e um Mão do Rei e feita sofrer por isso, ela morreu dando à luz Tyrion. Sabemos do "amor que havia entre" Tywin e Joanna, mas detalhes sobre ela são raros e distantes. Em relação a muitas destas mulheres, as escassas linhas no texto sobre elas deixam frequentemente o leitor a perguntar, "bem, o que exatamente isso que dizer?". O que exatamente significa que Lyanna fosse voluntariosa? O que exatamente significa que Rhaella fosse consciente de seu dever? Joanna não é exceção, com a provocativa (ainda que frustrantemente vaga) observação de GRRM de que Joanna "governava" Tywin em casa. Joanna é meramente um esboço grosseiro no texto, como um reflexo obscuro.
Cassana Estermont. Honestamente eu tentei recordar uma citação sobre Cassana e percebi que não houve qualquer uma. Ela é um amor afogado, a esposa morta, a mãe morta, e não sabemos de mais nada.
Tysha, uma adolescente que foi salva de estupradores, apenas para sofrer estupro coletivo por ordem de Tywin Lannister. O paradeiro dela tornou-se algo como um talismã para Tyrion em ADWD, como se encontrá-la fosse libertá-lo da longa e negra sombra de seu pai morto, mas fora a violência sexual que ela sofreu, não sabemos mais nada sobre essa garota humilde exceto que ela amava um menino considerado pela sociedade westerosi como indigno de ser amado.
Quanto a Lyarra, Minisa, Bethany e as demais, sabemos pouco mais que seus nomes, suas gravidezes e suas mortes, e de algumas não temos sequer nomes.
Eu por vezes incluo Lynesse Hightower e Alannys Greyjoy como membras honorárias, apesar de que, obviamente, elas não estejam mortas.
Eu disse acima que as mulheres do CSM ou são postas em um pedestal ou colocadas de joelhos. Lynesse Hightower se encaixa em ambos os casos: foi-nos apresentada por Jorah como uma história de amor saída direto das canções, e vilanizada como a mulher que deixou Jorah para ser uma concubina em Lys. Nas palavras de Jorah, ele odeia Lynesse, quase tanto quanto a ama. A história de Lynesse é definida por uma porção de tropes batidas; ela é a “Stunningly Beautiful” “Uptown Girl” / “Rich Bitch” “Distracted by the Luxury” até ela perceber que Jorah é “Unable to support a wife”. (Todos estes são explicados no tv tropes se você quiser ler mais.) Lynesse é basicamente uma encarnação da trope gold digger sem qualquer profundidade, sem qualquer subversão, sem aprofundar muito em Lynesse como pessoa. Mesmo que ela ainda esteja viva, mesmo que muitas pessoas ainda vivas conheçam-na e sejam capazes de nos dizer sobre ela como pessoa, elas não o fazem.
Alannys Greyjoy eu inclui pessoalmente no Clube das Senhoras Mortas porque sua personagem se resume a uma “Mother’s Madness” com pouco mais sobre ela, mesmo que, novamente, não esteja morta.
Quando eu incluo Lynesse e Alannys, cada região nos Sete Reinos de GRRM fica com pelo menos uma do CSM. Foi uma coisa que se sobressaiu para mim quando eu estava lendo pela primeira vez – quão distribuídas estão as mães mortas e mulheres descartadas de GRRM, não é só em uma Casa, está em todos os lugares da obra de GRRM.
E quando digo "em toda a obra do GRRM," eu quero dizer em todos os lugares. Mães mortas em segundo plano (normalmente no parto) antes de a história começar é um trope que GRRM usa ao longo de sua carreira, em Sonho Febril, Dreamsongs e Armageddon Rag e em seus roteiros para TV. Demonstra falta de imaginação e preguiça, para dizer o mínimo.
*~*~*~*~
PARTE III: QUEM NÃO SÃO ELAS?
Mulheres históricas e mortas há muito tempo, como Visenya Targaryen, não estão incluídas no Clube das Senhoras Mortas. Por que, você pergunta?
Se você for até o americano comum na rua, provavelmente será capaz de lhe dizer algo sobre a mãe, a avó, a tia ou alguma outra mulher em suas vidas que seja importante para eles, e você pode ter uma ideia sobre quem eram essas mulheres como pessoas. Mas o americano médio provavelmente não poderá contar muito sobre Martha Washington, que viveu séculos atrás. (Se você não é americano, substitua “Martha Washington” pelo nome da mãe de uma figura política importante que viveu há 300 anos. Sou americana, então este é o exemplo que estou usando. Além disso, eu já posso ouvir os nerds da história protestando - sente-se, você está nitidamente acima da média.).
Da mesma forma, o westerosi médio deve (misoginia à parte) geralmente ser capaz de lhe dizer algo sobre as mulheres importantes em suas vidas. Na história da vida de nosso mundo, reis, senhores e outros nobres compartilharam ou preservaram informações sobre suas esposas, mães, irmãs e outras mulheres, apesar de terem vivido em sociedades medievais extremamente misóginas.
Então, não estou falando “Ah, meus deus, uma mulher morreu, fiquem revoltados”. Não é isso.
Eu geralmente limito o CSM às mulheres que morreram recentemente na história westerosi e que tiveram suas humanidades negadas de uma maneira que seus contemporâneos do sexo masculino não tiveram.
*~*~*~*~
PARTE IV: POR QUE ISSO IMPORTA?
O Clube da Senhoras Mortas é formado por mulheres de até duas gerações passadas, sobre as quais devemos saber mais, mas não sabemos. Nós sabemos pouco mais além de que elas tiveram filhos e morreram. Eu não conheço essas mulheres, exceto através do fandom transformativo. Eu conheci muito sobre os personagens masculinos pré-série no texto, mas cânone não me dá quase nada sobre essas mulheres.
Para copiar de outra postagem minha sobre essa questão, é como se as Senhoras Mortas existissem na narrativa do GRRM apenas para serem abusadas, estupradas, parir e morrer para mais tarde terem seus semblantes imutáveis moldados em pedra e serem colocadas em pedestais para serem idealizadas. As mulheres do Clube das Senhoras Mortas não têm a mesma caracterização e evolução dos personagens masculinos pré-série.
Pense em Jaime, que, embora não seja um personagem pré-série, é um ótimo exemplo de como o GRRM pode usar a caracterização para brincar com seus leitores. Começamos vendo Jaime como um babaca que empurra crianças de janelas (e não me entenda mal, ele ainda é um babaca que empurra crianças para fora das janelas), mas ele também é muito mais do que isso. Nossa percepção como leitores muda e entendemos que Jaime é bastante complexo, multicamadas e cinza.
Quanto a personagens masculinos mortos pré-série, GRRM ainda consegue fazer coisas interessantes com suas histórias, e transmitir seus desejos, e brincar com as percepções dos leitores. Rhaegar é um excelente exemplo. Os leitores vão da versão de Robert da história, de que Rhaegar era um supervilão sádico, à ideia de que o que quer que tenha acontecido entre Rhaegar e Lyanna não foi tão simples como Robert acreditava, e alguns fãs progrediam ainda mais para essa ideia de que Rhaegar era fortemente motivado por profecias.
Mas nós não temos esse tipo de desenvolvimento de personagens com as Senhoras Mortas. Por exemplo, Elia existe na narrativa para ser estuprada e morrer, e para motivar os desejos de Doran por justiça e vingança, um símbolo da causa dornesa, um lembrete da narrativa de que são os inocentes que mais sofrem no jogo dos tronos. . Mas nós não sabemos quem ela era como pessoa. Nós não sabemos o que ela queria na vida, como ela se sentia, com o que ela sonhava.
Nós não temos caracterização do CSM, nós não temos mudanças na percepção, mal conseguimos qualquer coisa quando se trata dessas mulheres. GRRM não escreve personagens femininas pré-série da mesma maneira que ele escreve personagens masculinos pré-série. Essas mulheres não recebem espaço na narrativa da mesma forma que seus contemporâneos masculinos.
Pensa na Princesa Sem Nome de Dorne, mãe de Doran, Elia e Oberyn. Ela era a única governante feminina de um reino enquanto a geração Rebelião de Robert estava surgindo, e ela também é a única líder de uma grande Casa durante esse período cujo nome não temos.
O Norte? Governado por Rickard Stark. As Terras Fluviais? Governadas por Hoster Tully. As Ilhas de Ferro? Governadas por Quellon Greyjoy. O Vale? Governado por Jon Arryn. As Terras Ocidentais? Governadas por Tywin Lannister. As Terras da Tempestade? Steffon, e depois Robert Baratheon. A Campina? Mace Tyrell. Mas e Dorne? Apenas uma mulher sem nome, ops, quem diabos liga, quem liga, por se importar com um nome, quem precisa de um, não é como se nomes importassem em ASOIAF, né? *sarcasmo*
Não nos deram o nome dela nem em O Mundo de Gelo e Fogo, ainda que a Princesa Sem Nome tenha sido mencionada lá. E essa falta de um nome é muito limitante - é tão difícil discutir a política de um governante e avaliar suas decisões quando o governante nem sequer tem um nome.
Para falar mais sobre o anonimato das mulheres... Tysha não conseguiu um nome até o A Fúria dos Reis. Apesar de terem sido mencionadas nos apêndices do livro 1, nem Joanna nem Rhaella foram nomeadas dentro da história até o A Tormenta de Espadas. A mãe de Ned Stark não tinha um nome até surgir a árvore genealógica no apêndice da TWOIAF. E quando a Princesa Sem Nome de Dorne conseguirá um nome? Quando?
Quando penso nisso, não posso deixar de pensar nesta citação: "Ela odiava o anonimato das mulheres nas histórias, como se elas vivessem e morressem só para que os homens pudessem ter sacadas metafísicas." Muitas vezes essas mulheres existem para promover os personagens masculinos, de uma forma que não se aplica a homens como Rhaegar ou Aerys.
Eu não acho que GRRM esteja deixando de fora ou atrasando esses nomes de propósito. Eu não acho que GRRM está fazendo nada disso deliberadamente. O Clube das Mulheres Mortas, em minha opinião, é o resultado da indiferença, não de maldade.
Mas esses tipos de descuidos, como a princesa de Dorne, que não têm nome, são, em minha opinião, indicativos de uma tendência muito maior - GRRM recusa dar espaço a essas mulheres mortas na narrativa, ao mesmo tempo em que proporciona espaço significativo aos personagens masculinos mortos ou anteriores à série. Esta questão, em minha opinião, é importante para a teoria espacial feminista - ou as maneiras pelas quais as mulheres habitam ou ocupam o espaço (ou são impedidas de fazê-lo). Algumas acadêmicas feministas argumentam que mesmo os “lugares” ou “espaços” conceituais (como uma narrativa ou uma história) influenciam o poder político, a cultura e a experiência social das pessoas. Essa discussão provavelmente está além do escopo desta postagem, mas basicamente argumenta-se que as mulheres e meninas são socializadas para ocupar menos espaço do que os homens em seus arredores. Assim, quando o GRRM recusa o espaço narrativo para as mulheres pré-série de uma forma que ele não faz para os homens pré-série, sinto que ele está jogando a favor de tropes misóginas ao invés de subvertê-las.
*~*~*~*~
PARTE V: A MORTE DA MÃE
Dado que muitas dos CSM (embora não todas) eram mães, e que muitas morreram no parto, eu quero examinar este fenômeno com mais detalhes, e discutir o que significa para o Clube das Senhoras Mortas.
A cultura popular tende a priorizar a paternidade, marginalizando a maternidade. (Veja a longa história de mães mortas ou ausentes da Disney, storytelling que é meramente uma continuação de uma tradição de conto de fadas muito mais antiga da “aniquilação simbólica” da figura materna.) As plateias são socializadas para ver as mães como “dispensáveis”, enquanto pais são “insubstituíveis”:
Isto é alcançado não apenas removendo a mãe da narrativa e minando sua atividade materna, mas também mostrando obsessivamente sua morte, repetidas vezes. […] A morte da mãe é invocada repetidamente como uma necessidade romântica [...] assim parece ser um reflexo na cultura visual popular matar a mãe. [x]
Para mim, a existência do Clube das Senhoras Mortas está perpetuando a tendência de desvalorizar a maternidade, e ao contrário de tantas outras coisas sobre o ASOIAF, não é original, não é subversivo e não é boa escrita.
Pense em Lyarra Stark. Nas próprias palavras de GRRM, quando perguntado sobre quem era a mãe de Ned Stark e como ela morreu, ele nos diz laconicamente: “Senhora Stark. Ela morreu”. Não sabemos nada sobre Lyarra Stark, além de que ela se casou com seu primo Rickard, deu à luz quatro filhos e morreu durante ou após o nascimento de Benjen. É outro exemplo de indiferença casual e desconsideração do GRRM para com essas mulheres, e isso é muito decepcionante vindo de um autor que é, em diversos aspectos, tão incrível. Se GRRM pode imaginar um mundo tão rico e variado como Westeros, por que é tão comum que quando se trata de parentes femininos de seus personagens, tudo o que GRRM pode imaginar é que eles sofrem e morrem?
Agora, você pode estar dizendo, “morrer no parto é apenas algo que acontece com as mulheres, então qual é o grande problema?”. Claro, as mulheres morriam no parto na Idade Média em percentuais alarmantes. Suponhamos que a medicina westerosi se aproxime da medicina medieval - mesmo se fizermos essa suposição, a taxa em que essas mulheres estão morrendo no parto em Westeros é excessivamente alta em comparação com a verdadeira Idade Média, estatisticamente falando. Mas aqui vai a rasteira: a medicina de Westerosi não é medieval. A medicina de Westerosi é melhor do que a medicina medieval. Parafraseando meu amigo @alamutjones, Westeros tem uma medicina melhor do que a medieval, mas pior do que os resultados medievais quando se trata de mulheres. GRRM está colocando interferindo na balança aqui. E isso demonstra preguiça.
Morte no parto é, por definição, um óbito muito pertencente a um gênero. E é assim que GRRM define essas mulheres - elas deram à luz e elas morreram, e nada mais sobre elas é importante para ele. ("Senhora Stark. Ela morreu.") Claro, há algumas pequenas minúcias que podemos reunir sobre essas mulheres se apertarmos os olhos. Lyanna foi chamada de voluntariosa, e ela teve algum tipo de relacionamento com Rhaegar Targaryen que o júri ainda está na expectativa de conhecer, mas seu consentimento foi duvidoso na melhor das hipóteses. Joanna estava felizmente casada, e ela foi desejada por Aerys Targaryen, e ela pode ou não ter sido estuprada. Rhaella foi definitivamente estuprada para conceber Daenerys, que ela morreu dando à luz.
Por que essas mulheres têm um tratamento de gênero? Por que tantas mães morreram no parto em ASOIAF? Os pais não tendem a ter mortes motivadas por seu gênero em Westeros, então por que a causa da morte não é mais variada para as mulheres?
E por que tantas mulheres em ASOIAF são definidas por sua ausência, como buracos negros, como um espaço negativo na narrativa?
O mesmo não pode ser dito de tantos pais em ASOIAF. Considere Cersei, Jaime e Tyrion, mas cujo pai é uma figura divina em suas vidas, tanto antes como depois de sua morte. Mesmo morto, Tywin ainda governa a vida de seus filhos.
É a relação entre pai e filho (Randyll Tarly, Selwyn Tarth, Rickard Stark, Hoster Tully, etc.) que GRR dá tanto peso em relação ao relacionamento da mãe, com notáveis exceções encontradas em Catelyn Stark e Cersei Lannister. (Embora com Cersei, acho que poderia ser arguir que GRRM não está subvertendo nada - ele está jogando no lado negro da maternidade, e a ideia de que as mães prejudicam seus filhos com sua presença - que é basicamente o outro lado da trope da mãe morta - mas esta postagem já está com um tamanho absurdo e eu não vou entrar nisso aqui.)
*~*~*~*~
PARTE VI: O CSM E VIOLÊNCIA SEXUAL
Apesar de suas alegações de verossimilhança histórica, GRRM fez Westeros mais misógino do que a verdadeira Idade Média. Tendo em conta que detalhes sobre violência sexual são as principais informações que temos sobre o CSM, por que é necessária tanta violência sexual?
Eu discuto esta questão em profundidade na minha tag #rape culture in Westeros, mas acho que merece ser tocado aqui, pelo menos brevemente.
Garotas como Tysha são definidas pela violência sexual pela qual passaram. Sabemos sobre o estupro coletivo de Tysha no livro 1, mas sequer aprendemos seu nome até o livro 2. Muitas do CSM são vítimas de violência sexual, com pouca ou nenhuma atenção dada a como essa violência as afetou pessoalmente. Mais atenção é dada a como a violência sexual afetou os homens em suas vidas. Com cada novo assédio sexual que Joanna sofreu em razão de Aerys, sabemos que por meio de O Mundo de Gelo e Fogo que Tywin rachou um pouco mais, mas como Joanna se sentiu? Sabemos que Rhaella havia sido abusada a ponto de parecer que uma fera a atacara, e sabemos que Jaime se sentia extremamente conflituoso por causa de seus juramentos da Guarda Real, mas como Rhaella se sentia quando seu agressor era seu irmão-marido? Sabemos mais sobre o abuso que essas mulheres sofreram do que sobre as próprias mulheres. A narrativa objetifica, ao invés de humanizar, o CSM.
Por que os personagens messiânicos de GRRM têm que ser concebidos por meio de estupro? A figura materna sendo estuprada e sacrificada em prol do messias/herói é uma trope de fantasia velha e batida, e GRRM faz isso não uma vez, mas duas (ou possivelmente três) vezes. Sério, GRRM? Sério? GRRM não precisa depender de mães estupradas e mortas como parte de sua história trágica pré-fabricada. GRRM pode fazer melhor que isso, e ele deveria. (Mais debates na minha tag #gender in ASOIAF.)
*~*~*~*~
PARTE VII: SACRIFÍCIO MASCULINO, SACRIFÍCIO FEMININO E ESCOLHA
Agora, você pode estar se perguntando: "É normal que os personagens masculinos se sacrifiquem, então por que as mulheres não podem se sacrificar em prol do messias? O sacrifício feminino não é subversivo?”
Sacrifício masculino e sacrifício feminino muitas vezes não são os mesmos na cultura popular. Para resumir - os homens se sacrificam, enquanto as mulheres são sacrificadas.
As mulheres que morrem no parto para dar à luz o messias não são a mesma coisa que os personagens masculinos fazendo uma última grande investida com armas em punho para dar ao Herói Messiânico a chance de Fazer A Coisa. Os personagens masculinos que se vão com armas fumegantes em mãos escolhem esse destino; é o resultado final da sua caracterização fazer isso. Pense em Syrio Forel. Ele escolhe se sacrificar para salvar um dos nossos protagonistas.
Mas mulheres como Lyanna, Rhaella e Joanna não tiveram uma escolha, não tiveram nenhum grande momento de vitória existencial que fosse a ápice de seus personagens; eles apenas morreram. Elas sangraram, elas adoeceram, elas foram assassinados - elas-apenas-morreram. Não havia grande escolha para se sacrificar em favor de salvar o mundo, não havia opção de recusar o sacrifício, não havia escolha alguma.
E isso é fundamental. É isso que está no coração de todas as histórias do GRRM: escolha. Como eu disse aqui,
“Escolha […]. Esta é a diferença entre bem e mal, você sabe disso. Agora parece que sou eu que tenho que fazer uma escolha” (Sonho Febril). Nas palavras do próprio GRRM, “Isso é algo que se vê bem em meus livros: Eu acredito em grandes personagens. Todos nós somente capazes de fazer grandes coisas, e de fazer coisas ruins. Nós temos os anjos e os demônios dentro de nós, e nossas vidas são uma sucessão de escolhas.” São as escolhas que machucam, as escolhas em que o bom e o mal são sopesados – essas são as escolhas em que “o coração humano [está] em conflito consigo mesmo”, o que GRRM considera “a única coisa que vale a pena escrever sobre”.
Homens como Aerys, Rhaegar e Tywin fazem escolhas em ASOIAF; mulheres como Rhaella não têm nenhuma escolha na narrativa.
GRRM acha que não vale a pena escrever sobre as histórias do Clube das Senhoras Mortas? Não houve nenhum momento na mente do GRRM em que Rhaella, Elia ou Ashara se sentiram em conflito em seus corações, em nenhum momento eles sentiram suas lealdades divididas? Como Lynesse se sentiu escolhendo concubinato? E sobre Tysha, que amou um garoto Lannister, mas sofreu estupro coletivo nas mãos da Casa Lannister? Como ela se sentiu?
Seria muito diferente se soubéssemos sobre as escolhas que Lyanna, Rhaella e Elia fizeram. (O Fandom frequentemente especula sobre se, por exemplo, Lyanna escolheu ir com Rhaegar, mas o texto permanece em silêncio sobre este assunto mesmo em A Dança dos Dragões. GRRM permanece em silêncio sobre as escolhas dessas mulheres.)
Seria diferente se o GRRM explorasse seus corações em conflito, mas não ficamos sabendo de nada sobre isso. Seria subversivo se essas mulheres escolhessem ativamente se sacrificar, mas não o fizeram.
Dany provavelmente está sendo criada como uma mulher que ativamente escolhe se sacrificar para salvar o mundo, e acho isso subversivo, um esforço valoroso e louvável da parte da GRRM lidar com essa dicotomia entre o sacrifício masculino e o sacrifício feminino. Mas eu não acho que isso compensa todas essas mulheres mortas sacrificadas no parto sem escolha.
*~*~*~*~
PARTE VIII: CONCLUSÕES
Espero que este post sirva como uma definição funcional do Clube das Senhoras Mortas, um termo que, pelo menos para mim, carrega muitas críticas ao modo como a GRRM lida com essas personagens femininas. O termo engloba a falta de voz dessas mulheres, o abuso excessivo e fortemente ligado ao gênero que sofreram e sua falta de caracterização e arbítrio.
GRRM chama seus personagens de seus filhos. Eu me sinto como essas mulheres mortas - as mães, as esposas, as irmãs - eu sinto como se essas mulheres fossem crianças natimortas de GRRM, sem nada a não ser um nome em uma certidão de nascimento, e muito potencial perdido, e um buraco onde já houve um coração na história de outra pessoa. Desde os meus primeiros dias no tumblr, eu queria dar voz a essas mulheres sem voz. Muitas vezes elas foram esquecidas, e eu não queria que elas fossem.
Porque se elas fossem esquecidas - se tudo o que havia para elas era morrer - como eu poderia acreditar em ASOIAF?
Como posso acreditar que “a vida dos homens tem significado, não sua morte” se GRRM criou este grupo de mulheres meramente para ser sacrificado? Sacrificado por profecia, ou pela dor de outra pessoa, ou simplesmente pela tragédia em tudo isso?
Como posso acreditar em todas as coisas que a ASOIAF representa? Eu sei que GRRM faz um ótimo trabalho com Sansa, Arya e Dany e todos os outros POVs femininos, e eu o admiro por isso.
Mas quando a ASOIAF pergunta, “o que é a vida de um garoto bastardo perante um reino?” Qual é o valor de uma vida, quando comparada a tanta coisa? E Davos responde, suavemente, “Tudo”… Quando ASOIAF diz que… quando a ASOIAF diz que uma vida vale tudo, como as pessoas podem me dizer que essas mulheres não importam?
Como posso acreditar em ASOIAF como uma celebração à humanidade, quando a GRRM desumaniza e objetifica essas mulheres?
O tratamento dessas mulheres enfraquece a tese central da ASOIAF, e não precisava ser assim. GRRM é melhor do que isso. Ele pode fazer melhor.
Eu quero estar errada sobre tudo isso. Eu quero que GRRM nos conte em Os Ventos do Inverno tudo sobre as escolhas de Lyanna, e eu quero aprender o nome da Princesa Sem Nome, e eu quero saber que três mulheres não foram estupradas para cumprir uma profecia da GRRM. Eu quero que GRRM sopre vida dentro delas, porque eu o considero o melhor escritor de fantasia vivo.
Mas eu não sei se ele fará isso. O melhor que posso dizer é eu quero acreditar.
[...]
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2018.10.24 03:21 TristanVonLoppeux Sobre o aborto e um comentário do sub

Escrevo esse texto pois sou contrário a legalização do aborto e favorável a sua interpretação como assassinato de incapaz, mas desejo ter minha posição contra-argumentada. A seguir exponho o comentário (lv2_thug) que me motivou a escrever o texto e minha argumentação contra a posição dele.

A lei permite aborto no caso de estupro. Ok.
E se tivesse nascido? Seria a mesma coisa matar o bebê do que ter abortado?
Se sim, então fala pra todas as mulheres que engravidaram do estuprador que elas são assassinas. Vai lá, vou comprar pipoca e assistir de longe.
Se não, então acho que está definido que o aborto não é assassinato coisa nenhuma.
Obs.: Na faculdade vi muito parto de menina de 15, 14, 13 anos que engravidou de Zé Droguinha. Eu pagaria do meu bolso para oferecer uma alternativa a essas mães para essas crianças não nascerem, pode ter certeza.
Entendo o problema, sou médico e passo por experiência semelhante. Porém tenho algumas divergências contra a sua interpretação dos fatos.
  1. Se algumas pessoas não se sentem como se tivessem cometido um assassinato ao provocar um aborto, da mesma forma há pessoas que se sentiriam dessa forma. Logo, a forma como um se sente não é ideal para definir isto.
  2. Também, a ideia de que cada um deve ser livre para fazer o que bem entender não se aplica aqui, pois estamos tratando de um assunto que dependendo da definição poderíamos estar matando um terceiro ou não. Defender a ideia de que deve ser legal porque cada um age segundo a sua consciência seria o mesmo que defender a legalização do homicídio, por exemplo.
  3. Desde a fusão entre o óvulo e o espermatozoide o embrião já carrega um DNA humano próprio que irá o acompanhar ao longo de toda a vida. E poucas horas depois da fecundação já há tecidos diferenciados que realizam funções diferentes. Ou seja, um embrião é diferente de um dedo amputado ou um pedaço do seu fígado. Um embrião é um ORGANISMO HUMANO VIVO diferente da mãe já desde poucas horas após a concepção.
  4. Visto isso, o embrião não é uma criatura diferente, mas sim um ser humano em estágio de desenvolvimento diferente, assim como criança, adulto e idoso são estágios diferentes do desenvolvimento. O fato de sentir dor ou não, ter sistema nervoso completamente formado ou não, é irrelevante para defini-lo como ser humano ou não.
  5. Quando utilizam-se de critérios como a capacidade de sentir dor para discricionar se pode ou não mata-lo, o que se está tentando fazer na verdade não é definir quando começa a vida, pois isso já sabemos, mas sim definir quais vidas são valiosas e quais não são.
  6. Se o embrião é um ser humano vivo, indefeso e sem culpa, por qual argumento moral se torna justificável matá-lo?
  7. A única alternativa moralmente viável para matá-lo, acredito eu, é em casos onde é moralmente aceitável matar qualquer outro inocente. Ou seja, quando a morte do inocente é inevitável e antecipar esta morte pode salvar a vida de outros. Neste caso, me refiro aos abortos de gravidezes tubárias ou outras anomalias inviáveis e que põem em risco a vida da mãe.
  8. Por outro lado, se aceitarmos a noção de que é justificável matar o embrião em outras situações, como por exemplo um estupro ou pela vontade da mãe, o que estamos dizendo é que é justificável matar um ser humano inocente para 'resolver' um problema que há outros meios de se resolver sem matar ninguém.
  9. Nos casos de estupro, algumas medidas imediatas como apoio psicológico, prisão e castração química do estuprador, junto a trabalho forçado para restituir a vítima pelo resto de sua vida é um caminho melhor do que matar um inocente.
  10. E claro, há medidas de longo prazo que podem e devem ser buscadas, como o fim da cultura do crime e da promiscuidade (Não só estupros aumentaram, mas em dez anos a prevalência de sífilis no Rio de Janeiro aumentou em 40 vezes. Há diversas crianças nascendo com retardo mental congênito por conta disso. Enfim, é um problema bem mais abrangente).
  11. Sobre chamar mulheres estupradas que abortam de assassinas. Já viu algum caso de mulher que abortou e foi presa por isso? Não, né? Pois bem, mas e clínicas de aborto, médicos e outras pessoas que fazem abortos no país? Ah, esses sim. É óbvio que nenhuma promotoria ou juiz em sã consciência vai interpretar que uma mulher passando por esse inferno de situação é culpada ao ponto de ir presa, mas é claro também que a proibição da prática torna possível prender pessoas que fazem o ato de abortar uma profissão ou fazem lobby disto no país. Quando legalizada, mesmo que somente em casos de estupro, o que impede empresas do ramo de realizarem lobby para expandir cada vez mais a idade gestacional e aumentar sua margem de mercado? Nada, e foi exatamente isso o que ocorreu há poucos dias na Colômbia. Um país que já aceitava o aborto até 20 semanas agora o permite até poucos dias antes do nascimento. E, note, que assim como o Brasil, é um país cujo direito a vida é uma clausula constitucional.
  12. Se o embrião é um ser humano vivo, e o Estado deve garantir o direito a vida de seus cidadãos, a única interpretação possível para matá-lo é a de que o embrião não é ainda um cidadão (ser dotado de direitos) por motivos subjetivos x, y, z. E é exatamente este o caso.
  13. Se damos poder ao Estado para definir quais seres humanos tem valor ou não, onde diabos acha que isto irá parar?

submitted by TristanVonLoppeux to brasilivre [link] [comments]


2018.07.14 14:41 ankallima_ellen Um pouco da minha jornada que acabou de começar

Perguntaram sobre a minha jornada de autodescoberta em um outro post e achei que seria uma oportunidade interessante compartilhar um pouco da minha história. Colocar as coisas no papel (mesmo que virtual) ajudam a dar perspectiva. Ademais, com sorte a minha parca experiência também ajude algumas pessoas a se aceitarem.
Quanto ao meu caminho, ele ainda está no começo, apesar de ter demorado pelo menos 24 anos para começar a trilha-lo efetivamente. De fato, não faz nem dois meses que me aceitei. Minha cabeça ainda está uma bagunça, porém quanto mais eu penso sobre minha sexualidade e expressão de gênero, mais claro fica que ignorei por muito tempo o fato de eu ser uma mulher trans lésbica.
Quando criança fui claramente reprimida por me expressar de uma maneira mais feminina do que a maioria dos meninos. Na época, não tinha maturidade para entender o que se passava e por isso muitos desses sentimentos de inadequação foram enterrados. Acredito que foi apenas com o começo da puberdade que eles voltaram, mas devido a esses repetidos traumas durante minha infância, não consegui identifica-los. Eles foram confundidos com depressão, ansiedade e dificuldade de socialização na escola. Cheguei a fazer acompanhamento psicológico, mas a única coisa que ganhei com esse tratamento foi um profundo desprezo (beirando a ojeriza) a psicólogos.
De uma certa forma, desde essa época, eu sabia que lá no fundo eu era uma menina. Contudo, nos meados dos anos 90 informações sobre transexualidade não eram tão fáceis de se encontrar e por isso sempre achei que seria um sonho intangível. E por mais que tentasse ignorar essas certezas e me ocupar com outros objetivos de vida, sempre me pegava me imaginando a menina que muitas vezes "fingia" ser no incipiente mundo virtual que se abria. De avatares de jogos a personas em chats, eu sempre escolhia mulheres.
O tempo passou: escola, faculdade, doutorado. Sempre tinha algum objetivo maior para canalizar minhas forças e fugir de quem eu realmente era. Não que a essa época, eu já não conhecesse o termo transgênero, mas já me considerava um caso perdido. Muito tarde para começar e com muito a perder de minhas pequenas conquistas pessoais. Tinha já me resignado.
Felizmente, aconteceram alguns pequenos eventos que me deram coragem para começar a quebrar essa muralha que construí ao meu redor. Minha companheira repetidamente constatar que por mais bem sucedido que eu fosse profissionalmente ou pessoalmente, eu sempre me sentia miserável. Começar a me enveredar por modificações corporais: tatuagens e piercings sempre foram coisas que achava lindas, mas sempre foram tabus para mim. Elas fizeram com que eu voltasse a olhar para o meu corpo e aparência, que por uma disforia não constada sempre fortam completamente ignorados. A gota d'água, acredite se quiser, foi fazer um piercing no umbigo. Desde o começo da minha adolescência queria fazer um, mas por ser considerado extremamente feminino, nunca criei a coragem. Contudo, depois que criei a coragem e vi minha barriga depilada e com a joia, senti que não seria tarde para recomeçar.
A coisa mais difícil que fiz desde então foi abrir o meu coração para a minha companheira de quase 14 anos. Foi uma conversa muito difícil, mas ela se mostrou muito aberta e receptiva em me apoiar na transição. Deixou muito claro que se considera heterossexual e que não sabe o que será de nossa relação no momento em que as mudanças começarem a acontecer. Entretanto, disse que está disposta a tentar e caminhar do meu lado tanto quanto for possível. Obviamente, não era a resposta que eu queria ouvir, mas muito melhor do que eu imaginava. Ela é a única que pessoa que sabe por enquanto e tem me ajudado muito a me tornar a mulher que sou. Saímos para comprar roupas, ensinou-me a pintar minhas unhas (apenas dos pés por enquanto), deu dicas de depilação. Pequenos mas importantes passos. Minha próxima barreira é começar a procurar ajuda médica e psicológica.
Esperem por mais capítulos!
submitted by ankallima_ellen to transbr [link] [comments]


2018.04.20 20:34 CarroR24311 Como eu uso o Tinder pra despertar a “GP” interior em algumas mulheres

PRIMEIRO PASSO - O PERFIL
Bem, meu objetivo no Tinder sempre foi obter encontros com finalidade estritamente sexual, mas ao mesmo tempo precisava manter minha identidade preservada. Não estava buscando uma namorada, amante, crush, ou nada do tipo. "Ah, CarroR24311, mas não seria mais fácil então sair com uma GP?" Sim, seria...mas minhas motivações nem sempre são muito simples de serem definidas ou explicadas; encontro prazer no inusitado, no inesperado, na surpresa. Gosto de jogos, e me pareceu um jogo interessante essa "pescaria"...jogar a isca e ver quem nesse universo tão variado de meninas que aparecem todos os dias na descoberta do Tinder cairia na minha rede. Sabia desde o primeiro momento que seria uma loteria...sair com meninas das quais eu não sabia nada, das quais não tinha nenhuma informação senão meia dúzia de fotos e uma descrição que geralmente se resumia a signo, altura, gosta da série tal, dispensa quem quer apenas sexo (essa parte geralmente era a mais engraçada, por motivos óbvios).
Assim, o primeiro passo foi criar um facebook apenas com a finalidade de usar o Tinder, já que é obrigatório vincular uma conta do face ao Tinder. Feito isso, é hora de criar o perfil...por via de regras, no Tinder as pessoas avaliam as outras com base nas fotos e uma breve descrição. No meu caso a minha foto não mostrava a minha pessoa, mas sim uma sugestão sobre o meu objetivo ali. E minha descrição era bem objetiva, do tipo "Sou casado, busco relacionamento sexual e como retribuição ofereço um valor de até $$$ por cada encontro. Não busco romance ou namoro, ofereço e exijo o máximo de discrição".
SEGUNDO PASSO - A PESCARIA
Nesse momento se define o que se deseja, podendo limitar sua escolha por localização e faixa etária. No meu caso, no começo eu defini que gostaria de visualizar apenas meninas de 18-22 anos e localização de até 160 km do meu local. Nesse primeiro momento eu geralmente dava likes indiscriminadamente, queria mais ter um feeling se meu perfil iria fisgar a atenção de alguém. Logo no primeiro dia consegui 8 matchs, e então passei a ser mais seletivo, reduzindo o "range" de distância e concentrando meus likes apenas nas meninas que de fato me chamavam a atenção.
TERCEIRO PASSO - DEI MATCH, O QUE FAÇO AGORA
Bem, eu uso a seguinte regra: se dei like por último, eu começo a conversa, se a menina deu like por último, espero ela começar. No meu caso, tudo sempre começa com o famoso "Bom dia, tudo bem com você?", e em seguida eu pergunto se ela leu meu perfil por completo, se existe alguma dúvida com relação à minha proposta. Acho isso importante pois reforça a objetividade da oferta e não dá muita margem para a menina ficar de papo furado depois. Na maioria dos casos as meninas afirmam terem lido e estarem de acordo. Mas também na maioria dos casos elas vão querer saber um pouco sobre você, sua motivação, e principalmente, vão querer uma foto sua. Posso afirmar que 99% vão pedir para ver uma foto antes de seguir em frente, e existem mil maneiras que você pode enviar uma foto: colocando no próprio perfil do Tinder e depois tirando (não gosto de fazer isso, pois alguém conhecido pode justamente estar olhando seu perfil naquele exato momento), upando em um tumblr da vida e passando o link, ou então passando a conversa do Tinder para o popular WhatsApp. Eu geralmente uso essa última.
Bem, daí pra frente vai de cada um. Você vai ter que conversar com a menina e combinar o seu encontro. Eu geralmente pergunto à menina se ela prefere encontrar antes para tomar um café, conversar um pouco, quebrar o gelo, afinal de contas são garotas que na maioria das vezes nunca fizeram sexo em troca de dinheiro e ficam preocupadas de você ser um maníaco ao algo do tipo. Para uns 20% isso foi muito importante, e eu não teria sucesso com elas se não tivesse colocado essa possibilidade. As demais foram de boa para abate sem floreios. Também é bom salientar que na maioria dos casos de encontros pelo Tinder não é a menina que vem ao seu encontro. Você vai ter que ir atrás...e isso pode ser um empecilho para alguns.
Outra coisa, eu não pedi nudes para nenhuma menina. Como já disse lá no início, encarei essa experiência como uma loteria, e solicitar fotos sem roupas poderia colocar em risco meu objetivo. Tem muita gente no Tinder que fica só pedindo foto, e as meninas por razões óbvias vão ter muito receio de encaminha-las para um estranho. Em razão disso, tive alguns desapontamentos, mas no fim, como Edith Piaf posso afirmar que "Je ne regrette rien"
Com relação à duração dos encontros, isso também era algo totalmente em aberto. Eu particularmente preferia não definir nada, deixar rolar...assim, para algumas meninas eu paguei para ficar uma noite inteira o mesmo que valor que gastei para passar 20 minutos com outras.
Enfim, o resultado dessa experiência foram encontros com 19 meninas, das mais diversas origens e classes sociais. Vou descrever um resumo de cada um, para que tenham uma ideia do que poderão encontrar...
Menina 1 - Mesquita - 20 anos - Funcionária Pública
Bem, essa foi fisgada ainda na primeira leva de likes. Mulata, não muito bonita de rosto, mas tinha um corpão de passista de escola de samba. Combinamos na praça, e na hora marcada ela estava lá. Eu estava nervoso por ser meu primeiro encontro, e ela nitidamente também estava. Quando ela entra no carro bateu uma bad, pois as fotos haviam pegado apenas seus melhores ângulos, que eu pessoalmente não conseguia enxergar. Enfim, mas eu já estava ali, então ia tentar fazer daquele limão uma limonada. Já no carro ela começa a me elogiar, dizendo que me achou bonito e que não entendia o porque de eu estar pagando para sair com garotas, e no caso, estar saindo com ela. Eu pensei a mesma coisa, mas não disse. Como eu havia combinado antes com ela de sairmos para comer algumas coisa, fomos para o shopping almoçar e conversar um pouco, antes de ir para o hotel. Bem, pelo menos sem roupa ela compensava a cara. Menina bem gostosa, seios médios, bundão. pedia para chamar ela de puta e por fim, me ofereceu atrás que eu claro, não recusei. mas logo em seguida bateu a bad de novo, e disse a ela que tinha um compromisso e ia precisar ir embora. Devemos ter ficado em torno de 1 hora no hotel...na hora de pagar ela ficou muito constrangida, a princípio não quis receber. Mas depois de minha insistência, ela acabou aceitando.
No caminho para deixá-la de volta em casa ela contou que imaginava que iríamos ficar mais tempo, mas que como saiu cedo iria conseguir ir à reunião do grupo de jovens na igreja 54** . Achei essa parte engraçada, mas segurei para não rir. Dois minutos depois de deixá-la no local onde a peguei, descombinei no Tinder e fui seguindo meu caminho pra casa, quando ela me manda uma mensagem pelo WhatsApp perguntando o porque de eu ter descombinado. Enfim, como justamente estava nessa para não ter que dar satisfação a ninguém, não respondi e tratei de bloqueá-la no WhatsApp também. Ela foi a primeira de 36 contatos que estão bloquedos hoje no meu telefone, que vão de garotas que eu já saí e não quis repetir até meninas com quem eu comecei a conversar mas decidi por não encontrar.
Menina 2 - Volta Redonda - 21 anos - Estagiária em Escritório de Advocacia
Sim senhores, nesse afã por ppk eu fui parar em Volta Redonda. Como no começo meu "range" estava de até 160 km, acabei dando match com essa menina de lá, e ela me chamou tanta atenção que decidi que valeria a viagem. Pelas fotos do tinder e instagram ela parecia com a Mulan, personagem de um desenho da Disney. Na conversa pelo WhatsApp se mostrou instruída, tranquila, o que me animou ainda mais em encontra-la. Com ela não teve papo antes...nos encontramos e fomos direto para o hotel. Era a segunda vez que encontrava alguém em troca de grana e estava juntando para por silicone. Dei duas com ela, e poderia ter dado mais se quisesse, mas eu tinha que voltar ao Rio para trabalhar. Enfim, apesar de ter sido legal, não tinha intenção de repetir, então foi para o saco dos blocks também.
Menina 3 - Santa Cruz - 18 anos - Blogueira e Hostess
Fiquei impressionado com as fotos dela. Pelo WhatsApp a menina me pediu um monte de fotos, perguntou um monte de coisas, já estava ficando puto, mas como queria muito conhecê-la fui relevando. Até que ela passou um pouco dos limites, perguntando coisas da minha vida pessoal, daí eu dei-lhe um fora, e já imaginava que ela ia me xingar e cair fora, mas o oposto aconteceu. Ela pediu desculpas e ficou mansinha, me mandou até nudes sem eu pedir. hahahaha
Enfim, fui encontrá-la em Santa Cruz, e a menina queria manter as luzes apagadas no quarto. Muito gostosa, mas tinha um comportamento meio estranho. Parecia sofrer de distúrbio de dupla personalidade. Enfim, essa eu não bloqueei, pois achei que valeria a pena encontra-la novamente, mas três dias depois ela vem com uma história que estava precisando de grana para por implante no cabelo, se eu não podia adiantar, e tal...bem, percebi que essa mulher ia ficar no meu pé, então mais uma foi morar no saco dos blocks.
Menina 4 - Tijuca - 18 anos - Universitária
Quando dei match com ela eu nem acreditei. A menina era muito gata, mas muito mesmo...um corpo perfeito, conforme pude ver pelas suas fotos de biquíni. O relacionamento com ela extrapolou um pouco os limites que eu havia determinado para mim mesmo. Fui dormir na república onde ela morava, falava com ela todos os dias, já não pagava mais, mas a coisa já estava saindo do controle, então preferi me afastar. Dessa eu tenho saudades..
Menina 5 e 6 - Tijuca - 18 e 21 anos - Universitárias
Dei match com a de 21 anos, que durante as conversar informou que uma amiga também estava interessada. Me mandou fotos da amiga, que de fato parecia ser muito gata. Perguntei se ela e a amiga se pegavam, ela disse que não. Eu então questionei o sentido de eu sair com as duas. Elas disse que estava precisando muito de dinheiro, e que poderia fazer "2 pelo preço de 1,5". Bem, como eu estava muito afim de comer a amiga dela, topei. Nesse eu me dei mal...a amiga de fato era gata, mineira, 18 aninhos, branquinha, peitões. Uma delícia. Agora a menina que eu dei match era simplesmente diferente das fotos!!! Uma gordinha baixinha que eu não pegava nem de graça...mas é aquilo, "tá no inferno, abraça o capeta".
No hotel, as duas não podiam ficar no mesmo ambiente pois a mineira (que apesar de linda parecia um bicho do mato), tinha vergonha de dar na frente da amiga. Assim, a comi no banheiro enquanto a gordinha ficava no quarto olhando o que tinha na geladeira. Estava bom com a mineira, até que ela dá um troço e fala "agora vai com ela"...hahaha. Quase me desesperei, argumentei que estava bom ali, que não queria parar naquele momento, mas ela disse que estava ficando com a buceta ardendo por causa da camisinha. Enfim, muito puto fui comer a gordinha, que pelo menos tinha uma buceta quentinha e apertada...botei o travesseiro na cabeça dela e percebi que daquela forma, com ela de 4, até que não estava de todo ruim. Enfim, gozei e quando eu viro por lado a mineira já estava vindo arrumada do banheiro. isso não tinha passado nem 40 minutos de quando havíamos chegado. Pra não me estressar, levei as duas embora com a intenção de nunca mais ver a cara das delas. Até que um dia recebo uma mensagem no whatsapp de um número desconhecido, e para a minha surpresa era a mineira, que estava querendo sair de novo comigo (ou seja, estava precisando de grana). Falei que ela estava doida, que tinha me decepcionado da última vez e não estava afim de me aborrecer novamente. Daí ela falou que ia se esforçar para me agradar desta vez, pediu desculpas, quase implorou. Como ela era gostosa, e estava aparentemente arrependida, lá fui eu encontrá-la. Até que de fato foi melhor, mas ela estava afim de um patrono, e eu não queria ter compromisso de ter de ficar saindo sempre que ela precisasse de grana, então botei ela no saco junto com as outras.
Menina 7 - Baixada - 20 anos
Essa prefiro não relatar, sorry.
Menina 8 - Nova Iguaçu - 18 anos
Essa eu conheci por intermédio da menina 8, então boto na conta do tinder também. Branquinha, linda, uma princesa...essa eu faço questão de encontrar até hoje.
Menina 9 - Duque de Caxias - 18 anos - Lojista
As fotos dela eram sensacionais. Os seios foram os que mais me chamaram a atenção, mas o rosto era lindíssimo. Por isso até fiquei meio cabreiro. Mas ao vê-la pessoalmente fiquei impressionado em como ela era ainda mais bonita. Segundo ela, eu era apenas o segundo cara com quem ela fazia sexo na vida. O primeiro havia sido um namorado com quem ela havia terminado apenas dois meses antes. A menina era muito, mas muito gostosa, e além de tudo ainda deixou eu fazer várias coisas loucas. Detalhe, ela disse ter uma irmã gêmea, o que foi suficiente para aflorar em minha mente os mais perversos pensamentos. Infelizmente não encontrei mais com ela, embora tenhamos nos falado algumas vezes depois. Fico na esperança, pois dessa também tenho muitas saudades
Menina 10 - Magé - 20 anos - Universitária
Loira, 1,75 m de altura, mulherão. Mas com carinha de menina...essa foi engraçada, pois demoramos a nos encontrar. Ela só podia em um dia específico da semana, num espaço de duas horas. Como fui descobrir depois, ela estudava com o namorado, e a única matéria que eles não faziam juntos caia nesse horário. Então eu a pegava na porta da faculdade, saía correndo pro hotel, e antes da aula terminar eu tinha que deixá-la de volta, pois ela ia para casa com o corno. Nos encontramos 3 vezes, e só paguei a primeira...nas outras ela me chamou, pois como o namorado dela não comparecia (eram crentes), ela sentia falta de sexo e acabava pedindo minha "ajuda". Saí fora pois fiquei com receio de dar merda, mas valeu a pena a aventura.
Menina 11 - Duque de Caxias - 22 anos - Comerciante
Me chamou atenção pois parecia ser linda de rosto pelas fotos. E de fato era muito mas muito bonita. Mas tinha um corpo meio estranho. Já era mãe, e a gravidez acabou judiando da menina. Mas tinha os maiores seios que já vi na vida, ainda que um tanto que moles. Gente boa, não tive coragem de dar block de primeira, mas também não queria mais sair com ela. Só que ela ficava me mandando mensagem direto, daí não teve jeito e mandei pro saco também.
Menina 12 - Duque de Caxias - 21 anos - Universitária
Essa foi engraçado. Menina de Goiânia, nos falávamos pelo WhatsApp e seu sotaque dava o maior tesão, aquele "amorrr" fazia o pau subir na hora. Mas a menina era muito carente, e já no chat ficava falando que não ia querer receber pois tinha medo de isso afetar nosso futuro 08** 08** 08** . Bem, no dia do encontro saímos antes para tomar conversar, tomamos um chá, e a menina estava cheia de amor. Já no hotel se mostrou uma devassa na cama, muito gostosa, mas ela estava afim de romance, então tive de sair fora.
Menina 13 - Barra da Tijuca - 18 anos - Só fuma maconha 70**
Essa menina eu já encontrei algumas vezes. Tem um perfil social que difere da maioria das outras pois é de família abastada. Mora em uma mansão em condomínio fechado da Barra, tem tudo o que quer, e sinceramente eu não sei por que está nessa. Acho que ela curte o lance da aventura, sei lá...nunca entendi. Mas enfim, é gostosa demais, muito safada, então eu vou aproveitando.
Menina 14 - Campo Grande - 18 anos - Trabalha mas não sei aonde
Essa menina foi meio estranha, bonita, vivia me mandando nudes perguntando quando eu iria encontrá-la, até que um dia resolvi ir na longínqua Big Field. De fato muito gostosa, mas muito estranha também. Eu a elogiei assim que nos encontramos, tipo "você é muito bonita", e ela "eu sei!" 17** . Já fiquei meio bolado...calada, não falava absolutamente nada até chegarmos ao hotel. Bem gostosa, mas não me senti a vontade em nenhum momento com ela. Até que uma hora ela começa a ter dificuldades para respirar, e eu fiquei super bolado pensando que a menina ia morrer...ela disse que isso era normal, que ela precisava tomar um remédio para melhorar. Daí falei para irmos embora, mas ela não queria ir. Eu ficando desesperado, mas ela aparentou melhorar. Fumava igual um saci....fui puxar assunto, comentando que ela era muito quieta, até estranha. Que eu estava com medo dela...hahaha. Ela começou então a contar a história dela, que tinha vivido em orfanato até os 13 anos, um monte de história triste, daí fiquei na bad e insisti que tinha que ir embora. Finalmente ela aceitou. Nesse dia tive duas alegrias, uma quando a encontrei, e vi que era bonita, e outra quando consegui me ver livre dessa doida. Óbvio que foi para o saco.
Menina 15 - Jacaré - 18 anos - Terminando 2º grau
Menina bonita, mas meio feminista. Não depilava a perna nem as axilas. Estava menstruada quando nos encontramos (só descobri na hora), não chupava (nas palavras dela "não faço aquele job"), enfim, desastre total. E o pior é que ela ficou me ligando depois querendo me encontrar de novo...
Tiveram mais 4, inclusive uma que mora no Leblon, que eu até agora não acreditei que deu match. Conheci-a dois dias atrás e estou praticamente apaixonado. A mulher é tão linda, mas tão linda que só o fato de eu ter saído com ela valeu por todos os infortúnios que passei. Mas agora estou com preguiça de descrever, e esse texto está ficando muito longo. hahahaha
Enfim, fora essas, ainda tem 19 matchs para desenrolar, e isso tudo em pouco mais de 1 mês. As experiências foram das mais diversas, e dá para comer uma menina por dia nesse tinder se você tiver disposição, grana e tempo.
Espero que tenha sido útil para quem ainda tem dúvidas sobre a utilização desse app. Eu já estou perdendo o fôlego, tem umas meninas que ainda quero conhecer pois me chamaram muito a atenção, mas depois disso vou dar uma parada. Administrar a logística para todos esses encontros não foi fácil. Mas valeu a pena!
TL;DR: ofereço grana pra mulheres “normais” no Tinder em troca de sexo e elas aceitam. Seguem também relatos de alguns encontros.
submitted by CarroR24311 to brasil [link] [comments]


Congelan a niña de 14 años para Revivirla en el Futuro (REAL) ESCANDALO: video muestra a niñas menores de 12 años ... MENINAS de 14 ANOS - Cinema dos MEMES MENINAS DE 14 ANOS... - YouTube MEME MENINAS DE 14 ANOS TEM QUE ACABAR ! Adolescentes de 13 años jugando ...jajaja Puta 14 años y casi me infarto - YouTube Meninas de 14 anos, viram esse video meninas de 12 a 14 anos - YouTube

170 Melhores Ideias de Luara Fonseca em 2020 Moda ...

  1. Congelan a niña de 14 años para Revivirla en el Futuro (REAL)
  2. ESCANDALO: video muestra a niñas menores de 12 años ...
  3. MENINAS de 14 ANOS - Cinema dos MEMES
  4. MENINAS DE 14 ANOS... - YouTube
  5. MEME MENINAS DE 14 ANOS TEM QUE ACABAR !
  6. Adolescentes de 13 años jugando ...jajaja
  7. Puta 14 años y casi me infarto - YouTube
  8. Meninas de 14 anos, viram esse video
  9. meninas de 12 a 14 anos - YouTube

América Noticias, América TeVé 4PM, 5pm y 10pm. Más en americateve.com Visita nuestro web: http://www.americateve.com/ Señal en vivo: http://www.americateve.... MENINAS de 14 ANOS 🤤 - Cinema dos MEMES tocadocoelho. ... LatinAutor - SonyATV, UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA - UBEM, EMI Music Publishing, SODRAC, BMI - Broadcast Music Inc ... A las 4 de la mañana de MI cumpleaños,me dio sed en la casa de unos primos y baje a tomar agua,casi me cago,PUTO CEREBRO! Congelan a niña de 14 años para Revivirla en el Futuro (REAL) Una vez más, la criogenización abre debate. ... únicas en su tipo, nadie de habla hispana realiza este trabajo, en los ambientes ... Não esqueça de conferir os outros vídeos do canal e de se inscrever aqui! redes sociais: Facebook: https://www.facebook.com/gabrielle.kpereira instagram:http... Deixe ai nos comentarios as suas versões para 'MeninOs de 14 anos' e pode aparecer no proximo video desse tema! DISCORD: https://discord.gg/86UstKw te espero... Estas son 4 adolescentes anguie ,juliveht y johana las cuales están jugando en la guardería de la mamá de johana ellas juegan alas hermanas se divierten much... MENINAS DE 14 ANOS E O GATO QUE SE MULTIPLICOU - Duration: 10:02. Não Adivinho 370,103 views. 10:02 🚩NOVA ATUALIZAÇÃO PLANADOR DE VOLTA?!! LSD999! Sad... Instagram https://instagram.com/slucss_fdp Obrigado por assistir